sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

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Fim de Carnaval

Deliro sobre tudo aquilo
que não posso ter e nem posso tocar
eu viro o mundo de ponta cabeça
pra que não mais me esqueça
eu preciso voltar

Voltar pros braços teus agora
que se eu fui embora já nem lembro mais

Voltar pros braços teus agora
que se eu fui embora já nem lembro mais

É quarta-feira cinza doce e morta
fim de carnaval, parece que acabou,
e eu deslizo pela rua a fora
já nem sei das horas, nem quando começou;

Preciso mesmo é de você comigo
não te ter é o castigo que guardo pro fim
porque quando a cortina enfim se abre
na plateia eu vejo só os seus olhos em mim

Eu quero é voltar pros braços teus agora
que se eu fui embora já nem lembro mais

Quero é voltar pros braços teus agora
que se eu fui embora já nem lembro mais

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Azulão

Um poema escrito num papel de carta que, desatentamente, eu usei pra imprimir um mapa.

Me guiou de volta pro seu coração e te tirou de novo de dentro de um canto escuro, bem onde eu te guardava, esquecida e escondida de tudo.

Me deu uma cor, tirou o chão — o seu azul e o meu verde portimão.

Um acidente bobo num dia cinza e torto me trouxe as tuas vistas descritas pelas linhas.

E as flores mais bonitas, o azul do almeirão… O amor-perfeito azul, aquele, azulão.