Cantos que prendem um pedaço de mim,
fazem lágrimas rolarem para cima…
E os pedidos de, "seja mais!",
realize, dê abraços doloridos,
mantenha — mesmo que por orgulho —
os olhos inchados bem longe,
mal servidos, sem qualquer brilho…
Esses pedidos distanciam o homem da alma,
fazem um mal silencioso que corrói de dentro pra fora,
te muda, te usa, te dobra…
E não por acaso
essa sujeira toda que alimenta o bando
e que rechaça a pureza já na retina
é algo que, de repente, se tornou mais normal
— te faz mais feliz.
É assim que se fabrica a mudança:
com o progresso em terra firme
e o regresso à deriva em diversas dimensões.
Afinal…
Somos ou não só vampiros?
Reféns da inveja vespertina,
onde se acha o tempo perdido
em outras vidas
e a lucidez que vaga em tipos,
em clichês assassinos.
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