terça-feira, 16 de agosto de 2011

Querer

Querer como ela quer
Viver do jeito que ela quiser

Passos, sorrisos, seus medos de gente
Seu medo de acabar só
E no futuro não ter mais "a gente"

Tudo como queres, pode ser que sim
Mas ainda faço tudo errado só pra ouvir ela dizer que não é assim...

Querer como ela quer
Viver do jeito que ela quiser

Feito cão sem dono, treinando meus olhos de esmola
Bicho, é disso que eu falo e já não vem de agora
Tem tempo to querendo me acertar
Eu to querendo ser do jeito que ela me aceitar

E que saudade doida é essa do dia de amanhã?
Vou levantar ao lado dela e escrever um poema em homenagem a todas manhãs...

Um hino da saudade

Um prelúdio pro futuro

Por que eu não sei de muito ainda
Mas vejo os ares puros...
Moleques, bichos, mar, e uma princesa
Vida boa, vida fácil, e poucos lugares vazios na mesa.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Tudo bem

Insisto em dizer que vai tudo bem
mas esses sorrisos já não mostram os meus desejos
e as noites insones que fraquejo e vejo sempre o que era nosso
hoje são mais presentes que o que vivo, que o que quero, e o que posso...

Não sei nem como dói
isso de viver partido ao meio
pensando em tudo que era lindo e virou medo e anseio

Admirável e cruel esse mundo todo novo agora sem você
sem saber aonde vai
com quem você dorme e com quem sai...

Mas ainda vai tudo bem
nessa escola de horrores
onde na dor se aprende que os amores
não são feitos pra durar

Baby por favor, quando me ver não deixe dúvida
venha e me diga que está tudo bem, está tudo bem
tudo vai muito bem...

Me mate mas mate de perto pra eu poder sentir você
saber se ainda posso te ter lua estrela, viajar sem me mover...

Insisto em dizer que vai tudo bem, que vai tudo bem, tudo vai sempre bem.

Esplanada

Me diga o que move essas pernas,
o que faz brilhar esses olhos mel,
me diga e não briga, esqueça as penas,
eu vou fazer de tudo pra ver você sorrir,
pra ver você feliz.

Que fase, pequena,
quantas lindas cenas eu sonhei,
todas quase ensaiadas por dias e noites,
delírios de rei.

E as tuas amarras agora espraiadas,
as noites de gala, as manias amadas,
jantares no esplanada,
é tão bom ter você...

Por perto é quase certo ser feliz,
é quase mais lindo que ver o sol se pôr,
é achar meu caminho
sem me opor ao mundo que cultivo
e boto todo aos teus pés.

Vivo pra ver os sonhos firmes em terra,
o brilho, os astros, e as estrelas,
figurando na nossa aquarela...

Ver todo nosso caminho,
os erros, as lágrimas no escuro,
e os desvios.

Cada ponta de sofrer,
o frio que bate no peito,
as coisas do coração,
e aquela velha e domingueira rouquidão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Olho mágico

Dia lindo, como há muito tempo não se via,
daqui pra fora, ou mesmo dentro,
o limite do olho mágico se foi há algum tempo.

Sinto-me pouco digno dessa luz,
acho que vou brindar o dia com a minha ausência,
e é o melhor que faço,
me sinto pequeno e é bom reforçar;
pouco digno.

Esse é um dia que não merece escurecer,
um dia que se eu pagar pra ver,
perderá o brilho, vai pesar na alma.

E então, julgado e condenado 
por um raio de minha lucidez,
cumpro feliz e contrariado,
doze horas de trevas totais
o ócio mais puro, sem luz, 
sem som, só sombras.

O carimbador de almas

Sabia que podia
apesar do que estava escrito,
sabia que não ia desistir.

Tudo idealizado,
sem deslumbre pelo poder.

Tudo sempre na palma da mão,
sem nenhuma chance de se perder.

Cultivava a sua volta
lindos pontos no espaço tempo,
pintados por aí pra não esquecer,
num dia quente daqueles seus,
sentimentos derretendo feito a cera no entardecer.

Confiava só no acaso
porque ele nunca o traiu.

E não gostava de pessoas,
só de algumas poucas e boas.

Escolhia os seus lugares
incluía quem ele quisesse,
colhendo almas bonitas
pra que elas não esmerilhassem.

Sabia que podia
um outro mundo escrever,
sabia que ninguém podia deter.

Em noventa graus pra entreter os olhos,
perder-se em cores, em vícios e corpos.
Na areia azul do mar ou num mar azul de areia,
com o sol da noite que brilha e com sorrisos lhe presenteia.

Batuques, coqueiros, machões, eunucos garanhões,
meninas felizes velando em choro baixo
os seus já falecidos botões...

Sabia que podia
esse outro mundo vivenciar,
mas sentia que o tempo é cruel,
e as máscaras iam despencar.