sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Mário Filho
Eis que a cidade amanhece
e como ainda em repouso, um ar leve paira.
O sol quente bate no asfalto liso das vias expressas
e as pressas não se vê ninguém nas ruas...
É domingo e o mar de nada importa,
é verão e o calor intenso não incomoda.
Pelas esquinas botecos com tvs nas quinas
cheias de quem fez do dia
o seu dia de viver.
Servidos, felizes, fardados, em crise...
vão todos pra depois do túnel,
onde não existem mais calçadas...
A rua lá é de quem anda,
de quem grita alto e canta,
de quem leva sua bandeira nos ombros...
Em dias assim o mundo não gira
o rio não deságua
é quente e não queima
chove e não molha
É dia de jogo...
Todos os caminhos levam ao templo,
levam aos tempos, dois, de quarenta e cinco.
É Vasco e Flamengo.
e como ainda em repouso, um ar leve paira.
O sol quente bate no asfalto liso das vias expressas
e as pressas não se vê ninguém nas ruas...
É domingo e o mar de nada importa,
é verão e o calor intenso não incomoda.
Pelas esquinas botecos com tvs nas quinas
cheias de quem fez do dia
o seu dia de viver.
Servidos, felizes, fardados, em crise...
vão todos pra depois do túnel,
onde não existem mais calçadas...
A rua lá é de quem anda,
de quem grita alto e canta,
de quem leva sua bandeira nos ombros...
Em dias assim o mundo não gira
o rio não deságua
é quente e não queima
chove e não molha
É dia de jogo...
Todos os caminhos levam ao templo,
levam aos tempos, dois, de quarenta e cinco.
É Vasco e Flamengo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Amor
Nunca falta verde nas palmeiras do Jardim
Nunca falta mar em Ipanema
Nunca serão muitas voltas na Lagoa
Nunca é ruim descer o Humaitá
Às vezes falta amor e só...
E é só.
Nunca faltam dias de sol no Rio
Nunca é muito frio
Nunca é feio quando chove
Nunca é tarde pra ir ver o sol se pôr no nove
Às vezes falta amor e só...
E é só.
Nunca falta mar em Ipanema
Nunca serão muitas voltas na Lagoa
Nunca é ruim descer o Humaitá
Às vezes falta amor e só...
E é só.
Nunca faltam dias de sol no Rio
Nunca é muito frio
Nunca é feio quando chove
Nunca é tarde pra ir ver o sol se pôr no nove
Às vezes falta amor e só...
E é só.
domingo, 9 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Desculpa
Desculpa, mãe,
mas o que eu tenho pra dizer não é piada.
Já tem tempo que eu não sou
uma criança que não entende nada.
E se você quer saber,
eu aprendi um bocado com o mundo.
E ainda lembro de você dizer,
menino, cuidado com esses vagabundos.
Mãe, eu não sirvo pra muitas coisas,
mas ando figurando bem como um mau exemplo.
Mãe, eu até poderia ser diferente,
mas sou um ótimo mau elemento.
Rebelde sem causa, boa pinta, de olhos claros,
caçador de novatas, das meninas muito amadas...
Tratante de tudo que não é amor,
dom quixote de mil corações,
um poço de bondade, numa terra de más intenções.
Sempre pela sombra no sol forte,
caminhando nos dias de chuva atrás de sorte.
Um convicto missionário da exatidão do acaso,
um garoto com tato no ato de saber o que dizer,
de jogar as palavras como quer, pra iludir, só pra ter...
Mãe, eu sou um deles,
e nem é ruim assim...
Mãe, hoje tem mães,
que falam tudo isso de mim.
mas o que eu tenho pra dizer não é piada.
Já tem tempo que eu não sou
uma criança que não entende nada.
E se você quer saber,
eu aprendi um bocado com o mundo.
E ainda lembro de você dizer,
menino, cuidado com esses vagabundos.
Mãe, eu não sirvo pra muitas coisas,
mas ando figurando bem como um mau exemplo.
Mãe, eu até poderia ser diferente,
mas sou um ótimo mau elemento.
Rebelde sem causa, boa pinta, de olhos claros,
caçador de novatas, das meninas muito amadas...
Tratante de tudo que não é amor,
dom quixote de mil corações,
um poço de bondade, numa terra de más intenções.
Sempre pela sombra no sol forte,
caminhando nos dias de chuva atrás de sorte.
Um convicto missionário da exatidão do acaso,
um garoto com tato no ato de saber o que dizer,
de jogar as palavras como quer, pra iludir, só pra ter...
Mãe, eu sou um deles,
e nem é ruim assim...
Mãe, hoje tem mães,
que falam tudo isso de mim.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Menina mimada
Você anda tão descrente
com essa firmeza no olhar...
E é tão contraditória,
tão maluca, tão cheia de histórias...
Que eu mal consigo sentir pena,
quando te olho só vejo problemas,
eu vejo mil motivos pra ir embora e te esquecer.
Eu já nem sei o que é que resta pra amar em você, mas eu amo.
E o que dizem, não sei...
Vou deixar tua pele de onça por baixo da roupa,
não vou tirar o que lhe resta,
pra não te tornar o resto,
pra manter algum respeito e poder ir...
Emitir o nada consta
mesmo sabendo que esses peitos
estão sempre ao alcance por aí.
Você anda assim, por nada,
tão carente, tão jogada,
menina mimada...
E eu já nem vejo o que é que resta pra amar em você, mas eu amo.
E de tudo que dizem, não sei.
com essa firmeza no olhar...
E é tão contraditória,
tão maluca, tão cheia de histórias...
Que eu mal consigo sentir pena,
quando te olho só vejo problemas,
eu vejo mil motivos pra ir embora e te esquecer.
Eu já nem sei o que é que resta pra amar em você, mas eu amo.
E o que dizem, não sei...
Vou deixar tua pele de onça por baixo da roupa,
não vou tirar o que lhe resta,
pra não te tornar o resto,
pra manter algum respeito e poder ir...
Emitir o nada consta
mesmo sabendo que esses peitos
estão sempre ao alcance por aí.
Você anda assim, por nada,
tão carente, tão jogada,
menina mimada...
E eu já nem vejo o que é que resta pra amar em você, mas eu amo.
E de tudo que dizem, não sei.
domingo, 2 de dezembro de 2012
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