Desmascarados no baile,
atados pelo ensurdecedor
silêncio da massa,
alvejados pelo impiedoso
barulho da vaia...
Perdidos no arrastar dos ponteiros,
naqueles dois tempos
de quarenta e cinco silêncios,
jogai por nós,
que a nós só vós restais...
E agora...
agora não mais.
Sete tentos a um,
choque de realidade,
de volta a nossa pior metade,
nossa velha falta de vontade...
Viremos as latas da cidade,
pra rua mestiços, fazer o nome,
vamos coroar novos Barbosas,
chutar as pedras do caminho,
destilar o abatimento,
afogar essa consternação
pra encher de melancolia as avenidas
e levar até os subúrbios a ressaca...
Pra rua!
Vão, todos!
Rua da amargura
com travessa da desolação,
de frente ao largo da tristeza,
pra uivar a invalidez do anfitrião.
terça-feira, 8 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
Tudo que fomos
Não acredito que fico assim ainda,
pensando em como poderia ser,
se fosse...
Eu não entendo,
não compreendo
o que nos faltou de mais doce.
E se agora nada mudar
o que será de nós dois,
o que será se já se foi,
se não será, se nunca foi,
jamais havemos de entender...
O que aconteceu aquele verão,
naquele fim de ano,
todos aqueles momentos felizes...
E o fim de tarde,
aquele sorriso,
um disco chatinho,
seus olhos puxados verdinhos...
a sua mania de me distrair
só pra ouvir de manhã o mala do Jeneci.
E quando eu me fazia o chato
te empurrava Lobão
goela abaixo... eu recitava em francês
Baudelaire e Montaigne,
poemas que nem entendia,
coisas que eu nunca mais diria pra ninguém.
E se agora nada mudar
o que será de nós dois,
o que será se já se foi,
se não será, se nunca foi,
jamais havemos de entender...
O que se passou naquele verão,
naqueles dias claros,
naquelas noites quentes...
Do final
de tudo que fomos
antes de sermos nós.
Do final
de tudo que fomos
antes de finalmente sermos... Nós.
pensando em como poderia ser,
se fosse...
Eu não entendo,
não compreendo
o que nos faltou de mais doce.
E se agora nada mudar
o que será de nós dois,
o que será se já se foi,
se não será, se nunca foi,
jamais havemos de entender...
O que aconteceu aquele verão,
naquele fim de ano,
todos aqueles momentos felizes...
E o fim de tarde,
aquele sorriso,
um disco chatinho,
seus olhos puxados verdinhos...
a sua mania de me distrair
só pra ouvir de manhã o mala do Jeneci.
E quando eu me fazia o chato
te empurrava Lobão
goela abaixo... eu recitava em francês
Baudelaire e Montaigne,
poemas que nem entendia,
coisas que eu nunca mais diria pra ninguém.
E se agora nada mudar
o que será de nós dois,
o que será se já se foi,
se não será, se nunca foi,
jamais havemos de entender...
O que se passou naquele verão,
naqueles dias claros,
naquelas noites quentes...
Do final
de tudo que fomos
antes de sermos nós.
Do final
de tudo que fomos
antes de finalmente sermos... Nós.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
Consigo enxergar
Da minha tranquilidade
eu consigo enxergar a dela,
os nossos cantos combinam,
os nossos sonhos são terra,
são telúricos, são puros,
são a coisa mais bela...
Está tudo nos olhos
desde muito cedo ela já se entregou,
e eu ainda com medo de chuva
porque quando chove me falta esse amor...
Vejo ela no céu,
no mar e no horizonte,
vejo em qualquer cor
como um flash a qualquer instante,
sinto ela em todo sabor,
sinto muita saudade,
vejo ela em toda parte,
e ainda mais de perto no arpoador.
Está tudo nos olhos
desde muito cedo ela se entregou,
e eu vivia com medo de chuva
porque quando chovia me faltava amor...
Há muito soube que sofreria,
que ela partiria com meu coração,
mas foi tudo nos olhos, estava tudo nos olhos,
não se nega o que está nos olhos,
é muito fácil de entender.
E até de lados opostos,
nosso mundo é quase igual,
daqui vejo ela sorrir,
de lá ela me vê sonhar
e tudo segue assim...
Porque da minha tranquilidade
eu consigo enxergar a dela,
os nossos cantos combinam,
os nossos sonhos são terra,
são telúricos, são puros,
são feitos das coisas mais belas.
eu consigo enxergar a dela,
os nossos cantos combinam,
os nossos sonhos são terra,
são telúricos, são puros,
são a coisa mais bela...
Está tudo nos olhos
desde muito cedo ela já se entregou,
e eu ainda com medo de chuva
porque quando chove me falta esse amor...
Vejo ela no céu,
no mar e no horizonte,
vejo em qualquer cor
como um flash a qualquer instante,
sinto ela em todo sabor,
sinto muita saudade,
vejo ela em toda parte,
e ainda mais de perto no arpoador.
Está tudo nos olhos
desde muito cedo ela se entregou,
e eu vivia com medo de chuva
porque quando chovia me faltava amor...
Há muito soube que sofreria,
que ela partiria com meu coração,
mas foi tudo nos olhos, estava tudo nos olhos,
não se nega o que está nos olhos,
é muito fácil de entender.
E até de lados opostos,
nosso mundo é quase igual,
daqui vejo ela sorrir,
de lá ela me vê sonhar
e tudo segue assim...
Porque da minha tranquilidade
eu consigo enxergar a dela,
os nossos cantos combinam,
os nossos sonhos são terra,
são telúricos, são puros,
são feitos das coisas mais belas.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Insisto
É pela vigésima vez que hoje eu insisto
em dizer-te que não vivo,
é pela tua falta,
pelo traço torto que minha linha da existência
se tornou ante tua ausência.
É que tudo que eu tenho,
tudo que eu tinha,
ficou em você...
O amor que eu guardava
floresceu sob tua égide
e não quis saber de ficar
quando você partiu...
Minha difícil admiração
também se apegou aos teus passos,
e as minhas palavras,
minhas rimas,
meu refrões...
Todos até hoje residem em ti,
nos teus sonhos,
nas tuas marcas,
nos cantinhos,
tuas curvas...
Mas os lamentos,
os lamentos escaparam,
a dor você esqueceu comigo
e não há mesmo o que fazer a respeito disso...
Ela é muito apegada,
cuido bem, fino trato,
alimento, afago,
sinto que sou por ela muito estimado.
E deve ser pela vigésima vez também
que hoje eu insisto
em fazer esse papel de coitado,
não te esqueci,
não te deixei sumir daqui ainda...
Mas é porque você tem culpa,
você levou tudo de mim
e eu já não suporto estar vazio assim.
Preciso te guardar,
pra me guardar,
pra não acabar louco de pedra,
arrastando o coração na terra,
com os olhos doentes, cegos, brancos,
carregando um sofrimento franco,
levitando, vagando por vagar,
seguindo a qualquer preço
nesse eterno e vil penar.
em dizer-te que não vivo,
é pela tua falta,
pelo traço torto que minha linha da existência
se tornou ante tua ausência.
É que tudo que eu tenho,
tudo que eu tinha,
ficou em você...
O amor que eu guardava
floresceu sob tua égide
e não quis saber de ficar
quando você partiu...
Minha difícil admiração
também se apegou aos teus passos,
e as minhas palavras,
minhas rimas,
meu refrões...
Todos até hoje residem em ti,
nos teus sonhos,
nas tuas marcas,
nos cantinhos,
tuas curvas...
Mas os lamentos,
os lamentos escaparam,
a dor você esqueceu comigo
e não há mesmo o que fazer a respeito disso...
Ela é muito apegada,
cuido bem, fino trato,
alimento, afago,
sinto que sou por ela muito estimado.
E deve ser pela vigésima vez também
que hoje eu insisto
em fazer esse papel de coitado,
não te esqueci,
não te deixei sumir daqui ainda...
Mas é porque você tem culpa,
você levou tudo de mim
e eu já não suporto estar vazio assim.
Preciso te guardar,
pra me guardar,
pra não acabar louco de pedra,
arrastando o coração na terra,
com os olhos doentes, cegos, brancos,
carregando um sofrimento franco,
levitando, vagando por vagar,
seguindo a qualquer preço
nesse eterno e vil penar.
terça-feira, 24 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
Tristeza aqui é mato
De felicidade eu não entendo
e nem por um momento eu poderia agir melhor,
porque é quando eu digo que te amo,
é quando eu falo que estou pronto pra fazer você feliz
que eu entendo um pouquinho de tudo.
Mas amor,
eu preciso ser sincero
e dizer que apesar de muito esmero,
todo o meu entendimento
é procedente do sofrer...
Amor,
tristeza aqui é mato!
E eu não queria
cortar o seu barato,
mas é que se eu for trabalhar com fatos,
não posso perder o tato,
nem o trato com você...
Então por isso é que eu fiz
desses versos os mais verdadeiros,
pra torná-los meu álibi,
o meu texto certeiro
pra escapar do desamor...
É que de felicidade eu não entendo
e por isso eu vivo sofrendo
com medo de te perder.
É que tristeza aqui é mato
e se você não chega, amor...
Eu acho que eu me mato.
É que tristeza aqui é mato,
e independente do pecado,
se você não chega a tempo...
Eu já teria me mandado.
e nem por um momento eu poderia agir melhor,
porque é quando eu digo que te amo,
é quando eu falo que estou pronto pra fazer você feliz
que eu entendo um pouquinho de tudo.
Mas amor,
eu preciso ser sincero
e dizer que apesar de muito esmero,
todo o meu entendimento
é procedente do sofrer...
Amor,
tristeza aqui é mato!
E eu não queria
cortar o seu barato,
mas é que se eu for trabalhar com fatos,
não posso perder o tato,
nem o trato com você...
Então por isso é que eu fiz
desses versos os mais verdadeiros,
pra torná-los meu álibi,
o meu texto certeiro
pra escapar do desamor...
É que de felicidade eu não entendo
e por isso eu vivo sofrendo
com medo de te perder.
É que tristeza aqui é mato
e se você não chega, amor...
Eu acho que eu me mato.
É que tristeza aqui é mato,
e independente do pecado,
se você não chega a tempo...
Eu já teria me mandado.
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