Será que cê me atende
se eu ligar?
Será que se eu apareço
de repente, cê vai gostar?
Será que qualquer coisa que eu falo
vai sempre te fazer sorrir?
Será que vai servir,
esse pouco que eu tenho pra te fazer feliz?
Será que tudo que eu vivo sem você
é mesmo uma mentira?
Será que tudo vai mudar,
assim, mesmo que a gente ande
como quem não quer que nada mude por aqui.
Será que todo pôr do sol no arpoador
vai me pegar desprevenido,
de um jeito manso, como quem sabia,
mas no fundo não sabia o que ia encontrar...
Será que sempre vai ser longe demais
andar da Garcia até a Gorceix,
pensando só nos passos e mais nada,
pensando em como tudo um dia pode acabar.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Pular daqui
No céu azul
não há mais nada pra se ver,
não há você pra mim,
não há você mais pra eu me perder.
As nuvens tomam o cristo redentor,
mas não estão baixas
pra acenderem a noite como um refletor.
E eu deitado no tapete do corredor,
me esqueci quem sou,
eu fiquei em você,
eu deixei minha alma contigo.
E eu debruçado nesse parapeito,
tentando jogar n'outro canto esse desfecho,
vou tentando deixar pra lá,
tentando esquecer qualquer coisa
que te faça voltar a respirar.
Mas pra te esquecer,
eu preciso me deixar pra trás.
Pra te esquecer,
eu preciso sangrar bem mais,
muito mais...
Pra te esquecer,
eu não posso continuar a viver assim...
Pra te esquecer,
eu preciso pular daqui.
não há mais nada pra se ver,
não há você pra mim,
não há você mais pra eu me perder.
As nuvens tomam o cristo redentor,
mas não estão baixas
pra acenderem a noite como um refletor.
E eu deitado no tapete do corredor,
me esqueci quem sou,
eu fiquei em você,
eu deixei minha alma contigo.
E eu debruçado nesse parapeito,
tentando jogar n'outro canto esse desfecho,
vou tentando deixar pra lá,
tentando esquecer qualquer coisa
que te faça voltar a respirar.
Mas pra te esquecer,
eu preciso me deixar pra trás.
Pra te esquecer,
eu preciso sangrar bem mais,
muito mais...
Pra te esquecer,
eu não posso continuar a viver assim...
Pra te esquecer,
eu preciso pular daqui.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Vai que sara
Vai, vai que sara,
deixa, deixa que se esvaia
do seu peito o grande amor.
Porque nada,
nada valerá essa dor inteira
pra quem ficou pra trás.
Então vai,
vai e não se atrasa,
vai que ela já foi n'outro endereço ser feliz.
Vai, vai garoto,
vá e não amargue assim
por qualquer outra.
Leve esse grande amor no coração,
mas leve como uma lição,
leve ele leve, leve,
muito leve pra curar qualquer tristeza.
E quando tudo passar,
porque à final tudo passa...
Vai, vai dar risada,
dá que sara,
que será tudo só piada.
deixa, deixa que se esvaia
do seu peito o grande amor.
Porque nada,
nada valerá essa dor inteira
pra quem ficou pra trás.
Então vai,
vai e não se atrasa,
vai que ela já foi n'outro endereço ser feliz.
Vai, vai garoto,
vá e não amargue assim
por qualquer outra.
Leve esse grande amor no coração,
mas leve como uma lição,
leve ele leve, leve,
muito leve pra curar qualquer tristeza.
E quando tudo passar,
porque à final tudo passa...
Vai, vai dar risada,
dá que sara,
que será tudo só piada.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Mais que lindas
Ando artisticamente frágil
qualquer coisa me desencanta,
vivo ultimamente um desinteresse sobre-humano,
uma coisa tão viva dentro de mim
que já não encaro como um corpo estranho.
A tempos me perdi do meu eu lírico,
e pelo andar da carruagem,
pela ausência persistente,
penso que talvez ele tenha sido assassinado,
talvez tenha por fim se suicidado,
parecia mesmo uma vontade de tanto tempo.
E eu, ando mais sozinho,
mais sofrido do que antes,
mais perdido, mais sumido de mim mesmo.
Eu tenho dado um bocado de trabalho
pras minhas tristezas,
andei desenterrando uma a uma,
eu quis procrastinar, rever, reler,
reescrever cada uma delas...
Eu quis,
e fiz isso por motivos que eu mesmo desconheço,
que desconheço mas que moram dentro de mim.
Motivos esses que assassinam minhas vontades,
que margeiam minhas alucinações,
que podam meus quereres,
que me jogam de cima de prédios
nos sonhos em que penso poder voar.
Ah, eu preciso tanto,
tanto, tanto de todas elas,
de cada uma delas...
Tristezas,
essas tristezas brandas que ficam
e que já não nos tiram mais nada,
não nos tiram lágrimas,
nem trazem nenhuma dor...
Tristezas,
essas tristezas doces
das quais tiramos por acidente boas melodias,
bons olhares, boas lembranças,
tiramos sóis pros dias cinzas.
Tristezas,
tristezas mais que lindas.
qualquer coisa me desencanta,
vivo ultimamente um desinteresse sobre-humano,
uma coisa tão viva dentro de mim
que já não encaro como um corpo estranho.
A tempos me perdi do meu eu lírico,
e pelo andar da carruagem,
pela ausência persistente,
penso que talvez ele tenha sido assassinado,
talvez tenha por fim se suicidado,
parecia mesmo uma vontade de tanto tempo.
E eu, ando mais sozinho,
mais sofrido do que antes,
mais perdido, mais sumido de mim mesmo.
Eu tenho dado um bocado de trabalho
pras minhas tristezas,
andei desenterrando uma a uma,
eu quis procrastinar, rever, reler,
reescrever cada uma delas...
Eu quis,
e fiz isso por motivos que eu mesmo desconheço,
que desconheço mas que moram dentro de mim.
Motivos esses que assassinam minhas vontades,
que margeiam minhas alucinações,
que podam meus quereres,
que me jogam de cima de prédios
nos sonhos em que penso poder voar.
Ah, eu preciso tanto,
tanto, tanto de todas elas,
de cada uma delas...
Tristezas,
essas tristezas brandas que ficam
e que já não nos tiram mais nada,
não nos tiram lágrimas,
nem trazem nenhuma dor...
Tristezas,
essas tristezas doces
das quais tiramos por acidente boas melodias,
bons olhares, boas lembranças,
tiramos sóis pros dias cinzas.
Tristezas,
tristezas mais que lindas.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Fiz pra você
Eu fiz pra você dar o nome,
eu fiz dos seus olhos,
fiz pra você...
Eu fiz e diria que é grande a dor,
não quis,
nunca quis te perder assim.
E hoje lanço-me puro e despreocupado
quando te cobro amor e compreensão,
eu vivo do nada e pro nada,
sinto tua falta,
como eu sinto a sua falta.
Sigo sem abrigo, num descampado sem fim,
sigo através do vento e das miragens,
vou convulsionando palavras em seu nome,
nesse árido deserto que é a madrugada...
Vou vagando a procura
da fonte invisível de você,
que por Deus, já deveria estar perto,
um pouco que seja,
um pouco mais perto.
E nesse canto do mundo inteiro,
em cada canto desse mundo todo,
só peço que não te encontre em pedaços,
em pedaços do amor que hoje...
eu já não lhe devo.
E eu fiz pra você dar o nome,
eu fiz dos seus olhos,
fiz pra você...
Eu fiz e diria que é grande a dor,
não quis,
nunca quis te perder assim.
Eu fiz e diria que ainda é grande o amor,
não quis,
nunca quis te perder assim.
eu fiz dos seus olhos,
fiz pra você...
Eu fiz e diria que é grande a dor,
não quis,
nunca quis te perder assim.
E hoje lanço-me puro e despreocupado
quando te cobro amor e compreensão,
eu vivo do nada e pro nada,
sinto tua falta,
como eu sinto a sua falta.
Sigo sem abrigo, num descampado sem fim,
sigo através do vento e das miragens,
vou convulsionando palavras em seu nome,
nesse árido deserto que é a madrugada...
Vou vagando a procura
da fonte invisível de você,
que por Deus, já deveria estar perto,
um pouco que seja,
um pouco mais perto.
E nesse canto do mundo inteiro,
em cada canto desse mundo todo,
só peço que não te encontre em pedaços,
em pedaços do amor que hoje...
eu já não lhe devo.
E eu fiz pra você dar o nome,
eu fiz dos seus olhos,
fiz pra você...
Eu fiz e diria que é grande a dor,
não quis,
nunca quis te perder assim.
Eu fiz e diria que ainda é grande o amor,
não quis,
nunca quis te perder assim.
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