Ela me esqueceu tão fácil
que eu não tive reação,
não deu tempo,
foi tão violento que não tem perdão...
Foi assim, do dia pra noite,
num salto,
do amor puro
a um esquecimento abismal,
da clareza,
da certeza dos sentimentos mais lindos,
a absoluta indiferença,
ao desprezo, a escuridão de enfim ser um desamor.
Sofro pela falta dela, da afeição,
do bom dia rouco e daquele amor pleno,
que só quem já teve sabe como é bom,
sofro a ausência em carne, em osso, existência.
Sofro o silêncio da voz dela
que já não é mais comigo,
sofro a falta do corpo,
de tudo que era quente e também frio.
Sofro a distância do sorriso,
a distância do sabor,
a distância das nossas almas,
a agonia do nosso amor,
a distância que sempre foi nossa
e o horror que isso se tornou.
Hoje eu sofro pelo que já não somos
e por tudo que não seremos mais.
sábado, 2 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
domingo, 26 de abril de 2015
Coisa da minha cabeça
Diria que existe um mal qualquer,
um mal de nome,
uma maldição,
coisa da cabeça...
Mas que se estende ao corpo.
Diria que são faltas,
são lonjuras,
sofrências,
coisa da cabeça...
Mas que se estende ao corpo.
Eu poderia dizer que são impressões,
são pequenices,
besteiras,
distrações,
coisa da cabeça...
Mas que se estende ao corpo.
Eu poderia pôr a culpa na genética,
nos astros,
na bebida,
no acaso,
no descaso,
no amor,
em todo sentimentalismo barato.
Eu poderia,
mas é coisa da minha cabeça.
um mal de nome,
uma maldição,
coisa da cabeça...
Mas que se estende ao corpo.
Diria que são faltas,
são lonjuras,
sofrências,
coisa da cabeça...
Mas que se estende ao corpo.
Eu poderia dizer que são impressões,
são pequenices,
besteiras,
distrações,
coisa da cabeça...
Mas que se estende ao corpo.
Eu poderia pôr a culpa na genética,
nos astros,
na bebida,
no acaso,
no descaso,
no amor,
em todo sentimentalismo barato.
Eu poderia,
mas é coisa da minha cabeça.
Querela
Andam faltando dias cinzentos por aqui,
minha tristeza está pra morrer de fome
e o sol tem queimado a depressão...
Anteontem até choveu de noite,
mas eu quase não percebi,
não ventou,
não trovejou,
de que adianta quando é assim?
Tô precisando de um temporal
daqueles que levou Pedro de Caymmi,
e que endoideceu Rosinha,
a mais bonitinha e mais bem feitinha
de todas as mocinhas lá no arraiá.
Tô precisando de verdade,
de um tempo ruim, de um vento frio,
das pedras molhadas,
do Rio vadio que eu sempre amei,
e que amo mais quando chora
e eu choro junto.
Ando precisado da ausência,
ausência de todos e da minha,
da ausência dos meus e das minhas.
Tudo isso porque faltam dias cinzentos,
e a minha tristeza
logo mais morre de fome.
O sol não vai mesmo me dar uma trégua,
continua sufocando todos os dias com esses raios,
e o azul, o azul é sempre muito azul demais.
Ah, faltam pequenas tragédias,
falta sofrimento,
falta qualquer coisa
que traga o luto as mulheres que vestem branco,
faltam partes de mim que só funcionam nas atribulações,
ah se faltam,
e como fazem falta...
Mas o sol,
o sol não vai mesmo me dar uma trégua,
é melhor encerrar,
dar como finda esta minha querela.
minha tristeza está pra morrer de fome
e o sol tem queimado a depressão...
Anteontem até choveu de noite,
mas eu quase não percebi,
não ventou,
não trovejou,
de que adianta quando é assim?
Tô precisando de um temporal
daqueles que levou Pedro de Caymmi,
e que endoideceu Rosinha,
a mais bonitinha e mais bem feitinha
de todas as mocinhas lá no arraiá.
Tô precisando de verdade,
de um tempo ruim, de um vento frio,
das pedras molhadas,
do Rio vadio que eu sempre amei,
e que amo mais quando chora
e eu choro junto.
Ando precisado da ausência,
ausência de todos e da minha,
da ausência dos meus e das minhas.
Tudo isso porque faltam dias cinzentos,
e a minha tristeza
logo mais morre de fome.
O sol não vai mesmo me dar uma trégua,
continua sufocando todos os dias com esses raios,
e o azul, o azul é sempre muito azul demais.
Ah, faltam pequenas tragédias,
falta sofrimento,
falta qualquer coisa
que traga o luto as mulheres que vestem branco,
faltam partes de mim que só funcionam nas atribulações,
ah se faltam,
e como fazem falta...
Mas o sol,
o sol não vai mesmo me dar uma trégua,
é melhor encerrar,
dar como finda esta minha querela.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Tê-los
Pequena, cê me perdoa?
É que eu não sei fazer mais nada
além do que eu faço,
e se eu não faço nada,
é porque às vezes é só isso
o que eu sei fazer.
E você...
Me diz qualquer coisa,
me dá um sinal de que tá tudo bem,
e se estiver tudo mal também.
Porque se você me permite,
antes de qualquer coisa,
eu queria dizer,
queria poder falar que... te amo.
Sem mentira,
queria muito que isso tudo não parecesse
mais uma armadilha,
mais uma cena daquelas que eu faço.
Pequena, uma tarde só,
me dá seu tempo,
me empresta o sol dos seus olhos.
Me deixa ver o vento nos teus cabelos,
me dá teus beijos
que eu vivo pra tê-los...
E nessa vida não me importa nada mais.
É que eu não sei fazer mais nada
além do que eu faço,
e se eu não faço nada,
é porque às vezes é só isso
o que eu sei fazer.
E você...
Me diz qualquer coisa,
me dá um sinal de que tá tudo bem,
e se estiver tudo mal também.
Porque se você me permite,
antes de qualquer coisa,
eu queria dizer,
queria poder falar que... te amo.
Sem mentira,
queria muito que isso tudo não parecesse
mais uma armadilha,
mais uma cena daquelas que eu faço.
Pequena, uma tarde só,
me dá seu tempo,
me empresta o sol dos seus olhos.
Me deixa ver o vento nos teus cabelos,
me dá teus beijos
que eu vivo pra tê-los...
E nessa vida não me importa nada mais.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
Me enterre
Veja só a tristeza
estampada na minha cara,
há muito eu já não escondo,
não guardo comigo,
fingir qualquer felicidade
não faria sentido.
E não precisa me matar
assim tão gentilmente,
eu já não sei chorar,
eu já não sei sangrar,
eu não sei como é que faz
pra amar pouquinho assim.
E se você cruzasse a minha frente
como foi da primeira vez,
eu faria de novo,
eu faria tudo errado,
tudo errado uma outra vez...
Mas não precisa me matar,
não precisa me arrancar os sonhos todos,
não me tire de você tão repentinamente,
guarde um restinho de mim no seu coração,
guarde com carinho,
lembre quando quiser...
Me deixe num cantinho,
me enterre,
traga flores quando puder.
estampada na minha cara,
há muito eu já não escondo,
não guardo comigo,
fingir qualquer felicidade
não faria sentido.
E não precisa me matar
assim tão gentilmente,
eu já não sei chorar,
eu já não sei sangrar,
eu não sei como é que faz
pra amar pouquinho assim.
E se você cruzasse a minha frente
como foi da primeira vez,
eu faria de novo,
eu faria tudo errado,
tudo errado uma outra vez...
Mas não precisa me matar,
não precisa me arrancar os sonhos todos,
não me tire de você tão repentinamente,
guarde um restinho de mim no seu coração,
guarde com carinho,
lembre quando quiser...
Me deixe num cantinho,
me enterre,
traga flores quando puder.
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