Não tenho tido muitas boas idéias,
sinto como fosse apneia,
pensar dói, cansa,
rouba de mim fluidos que parecem indispensáveis,
me falta energia, um bom astral,
me falta qualquer coisa que chamariam positividade.
Mas não faço questão,
contanto que volte a pensar,
mesmo que em quase autocomiseração,
mesmo que pela dor, pela ausência,
pelas faltas que sinto.
Eu preciso, preciso mesmo pensar,
pensar e colocar no papel,
dissertar sobre a vacância da vida,
sobre a frivolidade de certos preceitos sociais,
Eu preciso pensar, pensar e escrever,
preciso falar de amor, falar de todas elas,
dos laços que me prendem,
das paisagens que me fazem melhor homem,
das vontades, das verdades e das mentiras.
Eu preciso pensar, porque preciso escrever,
e preciso escrever pra poder falar ao mundo,
preciso tirar daqui do fundo todas essas impressões,
sobre todos esses amores achados,
sobre todas as cores dos olhos dessas meninas,
sobre todas as esquinas
e as fintas sociais que utilizo pra sobreviver...
Ah, como eu preciso...
mas não tenho tido muitas boas idéias,
vivo um momento de apneia,
tudo que eu faço traz uma lombeira,
um cansaço esquisito, não sei o que é isso,
mas espero que passe,
espero que passe porque eu preciso.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Baiana
A vida dessa baiana é uma paquera
e se ela me ouvisse dizer isso
diria que é por isso que a vida é bela.
Ela não liga muito pra nada,
tem mundo o bastante ainda pra ver,
tem gente na vida pra dar e vender.
Esquece dos amores como quem esquece de pagar uma conta,
ela não percebe nada grave até que corte,
até que alguém se corte por ela.
Ah, selvagem,
morena linda, quase chocolate,
não penso numa morte mais doce
e não me arrependeria
nem um minuto que fosse.
Pelas travessas, pela noite,
se tropeçasse numa alma daquelas
eu pediria que a prendessem a mim.
Pediria que ela se derretesse por mim,
só mais um pouquinho,
e fizesse direitinho como já fez uma vez,
fizesse direitinho aquele amor que a gente fez.
e se ela me ouvisse dizer isso
diria que é por isso que a vida é bela.
Ela não liga muito pra nada,
tem mundo o bastante ainda pra ver,
tem gente na vida pra dar e vender.
Esquece dos amores como quem esquece de pagar uma conta,
ela não percebe nada grave até que corte,
até que alguém se corte por ela.
Ah, selvagem,
morena linda, quase chocolate,
não penso numa morte mais doce
e não me arrependeria
nem um minuto que fosse.
Pelas travessas, pela noite,
se tropeçasse numa alma daquelas
eu pediria que a prendessem a mim.
Pediria que ela se derretesse por mim,
só mais um pouquinho,
e fizesse direitinho como já fez uma vez,
fizesse direitinho aquele amor que a gente fez.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Até gerarmos outros
Quero me esconder do mundo em você
e mergulhar nos teus azuis
pra esquecer do escuro,
pra esquecer que há um futuro
todo cheio de incertezas.
Não quero levantar da cama,
nem te dizer já volto,
até amanhã ou já vou,
eu quero mais de você,
e muito menos de todos,
eu quero mais de nós dois,
até gerarmos outros.
Eu quero me esconder do mundo
junto com você,
e ter o teu sorriso puro
como algo seguro pra eu me refazer,
eu quero teu abraço terno,
o teu olhar sincero sempre ao lado meu.
Não quero mais contar invernos,
só viver verões, outonos, primaveras,
e nos dias de sol mais lindos
vamos juntos sorrindo ver o sol se pôr,
quero viver nos teus azuis
pra ter um mundo sem dor.
Não quero levantar da cama,
nem te dizer já volto,
até amanhã ou já vou,
eu quero mais de você,
e muito menos de todos,
eu quero mais de nós dois,
até gerarmos outros.
e mergulhar nos teus azuis
pra esquecer do escuro,
pra esquecer que há um futuro
todo cheio de incertezas.
Não quero levantar da cama,
nem te dizer já volto,
até amanhã ou já vou,
eu quero mais de você,
e muito menos de todos,
eu quero mais de nós dois,
até gerarmos outros.
Eu quero me esconder do mundo
junto com você,
e ter o teu sorriso puro
como algo seguro pra eu me refazer,
eu quero teu abraço terno,
o teu olhar sincero sempre ao lado meu.
Não quero mais contar invernos,
só viver verões, outonos, primaveras,
e nos dias de sol mais lindos
vamos juntos sorrindo ver o sol se pôr,
quero viver nos teus azuis
pra ter um mundo sem dor.
Não quero levantar da cama,
nem te dizer já volto,
até amanhã ou já vou,
eu quero mais de você,
e muito menos de todos,
eu quero mais de nós dois,
até gerarmos outros.
sábado, 7 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Espelho
Eu hoje acordei como um café amargo
escuro e desagradável,
desmanchado em tristezas
refeito inteiro em maldades.
Eu hoje acordei como um vilão de um filme do 007,
me encontrando em objetivos absurdos,
em maldades pequenas,
em desejos mesquinhos,
me encontrando no rancor,
numa raiva inexplicável.
Eu acordei e olhei através das janelas de casa,
eu desejei tanto mal,
eu quis que tudo desaparecesse
só pra eu poder gritar,
pra eu poder enfim me entregar,
pra ser sem dor e julgamento
todo esse mal que eu possuo.
Ah, eu preciso de um novo mundo,
preciso pra poder guardar todo esse ódio,
uma terra, umas duas, um sol,
um sol pra queimar todas as feras
que existem dentro de mim...
Eu preciso de um novo mundo
pra queimar os meus inimigos,
pra chorar sangue em velas vermelhas,
e entender que eu não sou mais o mesmo.
Há aqui uma vilania incontrolável,
sentimentos abjetos para com o resto do mundo,
eu devo ser um tirano reencarnado,
devo estar a vidas e vidas sem ser amado,
eu devo muito, muito mesmo,
deve ser isso,
eu quase consigo ver no espelho.
escuro e desagradável,
desmanchado em tristezas
refeito inteiro em maldades.
Eu hoje acordei como um vilão de um filme do 007,
me encontrando em objetivos absurdos,
em maldades pequenas,
em desejos mesquinhos,
me encontrando no rancor,
numa raiva inexplicável.
Eu acordei e olhei através das janelas de casa,
eu desejei tanto mal,
eu quis que tudo desaparecesse
só pra eu poder gritar,
pra eu poder enfim me entregar,
pra ser sem dor e julgamento
todo esse mal que eu possuo.
Ah, eu preciso de um novo mundo,
preciso pra poder guardar todo esse ódio,
uma terra, umas duas, um sol,
um sol pra queimar todas as feras
que existem dentro de mim...
Eu preciso de um novo mundo
pra queimar os meus inimigos,
pra chorar sangue em velas vermelhas,
e entender que eu não sou mais o mesmo.
Há aqui uma vilania incontrolável,
sentimentos abjetos para com o resto do mundo,
eu devo ser um tirano reencarnado,
devo estar a vidas e vidas sem ser amado,
eu devo muito, muito mesmo,
deve ser isso,
eu quase consigo ver no espelho.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Cana e chuva
Definitivamente, eu dancei,
e ela sabe que eu vou
pro túmulo com essa dor...
Mas se eu me der bem,
viro um louco, um selvagem,
vou viver vagando pelas paisagens,
tomando cana e chuva,
curando ressaca de amor,
tentando esquecer um senhor pé na bunda.
Definitivamente, eu dancei,
eu nunca dei futuro pra ninguém,
mas agora é diferente,
ela detonou o que restava da gente,
veio me dizer tão tranquila,
como fosse uma boa notícia...
"Meu amor, vou casar,
vou sentir saudades de você,
mas eu vou, vou casar,
e a gente não pode nunca mais se ver."
Definitivamente, eu dancei,
e ainda não vejo graça
como disseram que um dia eu ia ver,
só sinto vontades loucas de tirar satisfação,
e cobrar de volta todo amor
que eu larguei naquele coração.
Mas se eu me der bem,
viro um louco, um selvagem,
vou viver vagando pelas paisagens,
tomando cana e chuva,
curando ressaca de amor,
tentando esquecer esse senhor pé na bunda.
e ela sabe que eu vou
pro túmulo com essa dor...
Mas se eu me der bem,
viro um louco, um selvagem,
vou viver vagando pelas paisagens,
tomando cana e chuva,
curando ressaca de amor,
tentando esquecer um senhor pé na bunda.
Definitivamente, eu dancei,
eu nunca dei futuro pra ninguém,
mas agora é diferente,
ela detonou o que restava da gente,
veio me dizer tão tranquila,
como fosse uma boa notícia...
"Meu amor, vou casar,
vou sentir saudades de você,
mas eu vou, vou casar,
e a gente não pode nunca mais se ver."
Definitivamente, eu dancei,
e ainda não vejo graça
como disseram que um dia eu ia ver,
só sinto vontades loucas de tirar satisfação,
e cobrar de volta todo amor
que eu larguei naquele coração.
Mas se eu me der bem,
viro um louco, um selvagem,
vou viver vagando pelas paisagens,
tomando cana e chuva,
curando ressaca de amor,
tentando esquecer esse senhor pé na bunda.
Assinar:
Postagens (Atom)

