terça-feira, 28 de novembro de 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Menina lua
Ela é menina lua,
sabe bem o que a noite é,
o retiro dos folgados,
lugar de exaltação dos loucos,
viciados, dos poetas sem razão...
Ela sabe bem de tudo,
sabe que a noite não mente,
e o perigo não está nela
mas em todos os seus residentes.
Ela é menina lua,
não tem medo de andar no escuro,
e diz ao mundo cão, hoje não,
que é noite de lua cheia...
Com os pés num riacho límpido
e os olhos voltados pro céu,
com o vento nos cabelos,
rezando pra uma lua cor de mel.
Ela é menina lua,
sempre cheia de palavras fáceis,
não nega nunca ao que veio,
se revela com os olhos agéis.
É de alma lunar,
vida mansa,
de sombra e onda,
de sangue e qualquer coisa,
qualquer coisa que a noite dá.
sabe bem o que a noite é,
o retiro dos folgados,
lugar de exaltação dos loucos,
viciados, dos poetas sem razão...
Ela sabe bem de tudo,
sabe que a noite não mente,
e o perigo não está nela
mas em todos os seus residentes.
Ela é menina lua,
não tem medo de andar no escuro,
e diz ao mundo cão, hoje não,
que é noite de lua cheia...
Com os pés num riacho límpido
e os olhos voltados pro céu,
com o vento nos cabelos,
rezando pra uma lua cor de mel.
Ela é menina lua,
sempre cheia de palavras fáceis,
não nega nunca ao que veio,
se revela com os olhos agéis.
É de alma lunar,
vida mansa,
de sombra e onda,
de sangue e qualquer coisa,
qualquer coisa que a noite dá.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Louco de pedra
Tudo que há lá fora
já não faz a menor diferença,
o sol ou a chuva,
dias de frio e calor...
Porque você sabe que eu sou
louco
de pedra, com as pernas viradas pro ar,
louco
de pedra, com as penas no bolso preparado pra saltar...
Pra fugir desse mundo,
e forjar novo assunto,
só pra ter o que falar
pros olhos mais lindos das meninas do lado de cá.
E como um Deus, deslizar, sem sentir nenhum cansaço,
fulgurar pelas pistas sem nenhuma ameaça,
ter em mim, sentimentos,
e poderes desastrados,
sobreviver pra contar,
para os filhos e netos...
Sem fugir desse mundo,
inventando novos assuntos,
só pra ter o que falar,
pra conquistar as meninas mais lindas...
Porque elas sabem que eu sou
louco
de pedra, de vida incerta e palavra sincera
como ninguém fará igual,
louco
de pedra, pintando aquarelas, vivendo nas telas
de um mundo pouco habitual.
já não faz a menor diferença,
o sol ou a chuva,
dias de frio e calor...
Porque você sabe que eu sou
louco
de pedra, com as pernas viradas pro ar,
louco
de pedra, com as penas no bolso preparado pra saltar...
Pra fugir desse mundo,
e forjar novo assunto,
só pra ter o que falar
pros olhos mais lindos das meninas do lado de cá.
E como um Deus, deslizar, sem sentir nenhum cansaço,
fulgurar pelas pistas sem nenhuma ameaça,
ter em mim, sentimentos,
e poderes desastrados,
sobreviver pra contar,
para os filhos e netos...
Sem fugir desse mundo,
inventando novos assuntos,
só pra ter o que falar,
pra conquistar as meninas mais lindas...
Porque elas sabem que eu sou
louco
de pedra, de vida incerta e palavra sincera
como ninguém fará igual,
louco
de pedra, pintando aquarelas, vivendo nas telas
de um mundo pouco habitual.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Dura demais
Como sempre quis, já vivi um amor sofrido,
e se ser feliz é triste,
a tristeza nos faz bem...
Hoje eu vejo o mundo
com olhos de esperança
e guardo minha tristeza
pra viver o carnaval
Os meus poetas dizem
que a vida é só beleza
mas eu insisto ainda
em não acreditar nessa besteira
Como sempre quis, estou vivo por milagre,
e ser feliz agora
já parece ser tão tarde...
Hoje eu vejo o mundo
com meus olhos de desastres,
e vomito minha tristeza
pelas ruas da cidade
Porque os meus poetas todos,
eles estavam errados,
e a vida real é
dura demais pra ser verdade.
e se ser feliz é triste,
a tristeza nos faz bem...
Hoje eu vejo o mundo
com olhos de esperança
e guardo minha tristeza
pra viver o carnaval
Os meus poetas dizem
que a vida é só beleza
mas eu insisto ainda
em não acreditar nessa besteira
Como sempre quis, estou vivo por milagre,
e ser feliz agora
já parece ser tão tarde...
Hoje eu vejo o mundo
com meus olhos de desastres,
e vomito minha tristeza
pelas ruas da cidade
Porque os meus poetas todos,
eles estavam errados,
e a vida real é
dura demais pra ser verdade.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Vida sem graça
Trágico momento, me levantei,
a luz do sol encoberto pelas nuvens incomoda,
o dia triste que se ergue é fatidicamente
anunciado pela barulheira da rua,
o circo se arma, a vida tem dessas...
A vida tem desses dias,
quando o peso dos ombros é assustadoramente demais,
mas a engrenagem permanece a girar,
tudo insiste tristemente em apenas continuar.
E como a vida,
como o mundo,
o ser,
precisa ser insensível
e permanecer de pé...
É preciso morrer e andar,
morrer e continuar vivo,
é preciso às vezes não ter brilho,
não ser brilhante,
não ser ninguém,
e escolher vida ruim pra si...
Dizem que é preciso vestir um terno
e de sol a sol fazer só o que te mandam,
é preciso trabalhar, fazer dinheiro,
é preciso pensar nisso o tempo inteiro,
e ter andar de moço próspero,
esquecer o porte de sem jeito.
É preciso não viver as garotas da praia,
morrer sem olhar as mais belas vistas,
é preciso às vezes esquecer que se viveu melhor,
não ser saudoso,
não ser ninguém,
e escolher vida sem graça
pra não morrer sozinho
como os velhinhos da praça.
a luz do sol encoberto pelas nuvens incomoda,
o dia triste que se ergue é fatidicamente
anunciado pela barulheira da rua,
o circo se arma, a vida tem dessas...
A vida tem desses dias,
quando o peso dos ombros é assustadoramente demais,
mas a engrenagem permanece a girar,
tudo insiste tristemente em apenas continuar.
E como a vida,
como o mundo,
o ser,
precisa ser insensível
e permanecer de pé...
É preciso morrer e andar,
morrer e continuar vivo,
é preciso às vezes não ter brilho,
não ser brilhante,
não ser ninguém,
e escolher vida ruim pra si...
Dizem que é preciso vestir um terno
e de sol a sol fazer só o que te mandam,
é preciso trabalhar, fazer dinheiro,
é preciso pensar nisso o tempo inteiro,
e ter andar de moço próspero,
esquecer o porte de sem jeito.
É preciso não viver as garotas da praia,
morrer sem olhar as mais belas vistas,
é preciso às vezes esquecer que se viveu melhor,
não ser saudoso,
não ser ninguém,
e escolher vida sem graça
pra não morrer sozinho
como os velhinhos da praça.
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