sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Dor demais
Algo dilacera o meu peito,
uma dor que se sente aguda dos pés a cabeça,
é difícil respirar,
já não sei como se vive,
como se faz pra pôr os pés fora de casa.
Dizem que pode ser depressão,
e que há remédios que me fariam viver,
mas se é dor, e se é minha,
como a chuva, deixe chover,
disso não morro, disso não vou morrer.
Sinto como se o teto desabasse,
e se não tiver teto é como se o céu descesse muito,
o mundo é um enclaustro escuro, um cenário absurdo,
o sol me enjoa e o frio consola,
a chuva é uma festa,
e o calor me esfola...
Vivo sem certezas, sem contar as luas cheias,
sem saber do mês que vem,
sem fazer questão de quase nada,
sofrendo faltas impreenchíveis,
saudades que nem me pertencem,
e preocupações que me adoecem,
fazendo com que ninguém nunca perceba,
passo pelos dias como quem deseja
que toda essa dor um dia apenas ceda.
Esperando sempre um braço amigo,
e um pouco de amor também,
gosto de pensar que ainda sou querido,
pra não findar romantizando um suicídio.
uma dor que se sente aguda dos pés a cabeça,
é difícil respirar,
já não sei como se vive,
como se faz pra pôr os pés fora de casa.
Dizem que pode ser depressão,
e que há remédios que me fariam viver,
mas se é dor, e se é minha,
como a chuva, deixe chover,
disso não morro, disso não vou morrer.
Sinto como se o teto desabasse,
e se não tiver teto é como se o céu descesse muito,
o mundo é um enclaustro escuro, um cenário absurdo,
o sol me enjoa e o frio consola,
a chuva é uma festa,
e o calor me esfola...
Vivo sem certezas, sem contar as luas cheias,
sem saber do mês que vem,
sem fazer questão de quase nada,
sofrendo faltas impreenchíveis,
saudades que nem me pertencem,
e preocupações que me adoecem,
fazendo com que ninguém nunca perceba,
passo pelos dias como quem deseja
que toda essa dor um dia apenas ceda.
Esperando sempre um braço amigo,
e um pouco de amor também,
gosto de pensar que ainda sou querido,
pra não findar romantizando um suicídio.
Maus bocados
Amanhece na cidade como sempre amanheceu,
e eu canto só pro mundo,
com o amor que Deus me deu,
desavisado e esfarrapado,
eu sigo cantando espalhado,
não sigo seus planos baratos,
eu vivo aprontando,
eu vivo dos meus maus bocados...
Nem sempre sabem se estou vivo,
as vezes vivo como quem morreu,
e choro pelos cantos,
colhendo as letras dos meus novos cantos,
esquecendo meninas na vida,
deixando amor pelo caminho...
Amanhece na cidade, como sempre amanheceu,
e eu canto só pro mundo,
vivendo um novo amor que apareceu,
desavisado e muito mal cuidado,
eu sigo cantando embrasado,
sem seguir nenhum plano barato,
eu vivo aprontando,
eu vivo dos mais velhos fatos.
e eu canto só pro mundo,
com o amor que Deus me deu,
desavisado e esfarrapado,
eu sigo cantando espalhado,
não sigo seus planos baratos,
eu vivo aprontando,
eu vivo dos meus maus bocados...
Nem sempre sabem se estou vivo,
as vezes vivo como quem morreu,
e choro pelos cantos,
colhendo as letras dos meus novos cantos,
esquecendo meninas na vida,
deixando amor pelo caminho...
Amanhece na cidade, como sempre amanheceu,
e eu canto só pro mundo,
vivendo um novo amor que apareceu,
desavisado e muito mal cuidado,
eu sigo cantando embrasado,
sem seguir nenhum plano barato,
eu vivo aprontando,
eu vivo dos mais velhos fatos.
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Menino fútil
Procura no amor
o que enxerga no espelho,
perfeição, que erro...
Entre seus pares de sapato
e camisas sociais,
ternos italianos,
coisas legais...
Tudo tão lindo,
corte batido,
que faz estilo,
old school é tão fino.
A vida dele é uma novela de tv,
um seriado legal,
mas sem atriz principal...
Batendo perna pela orla,
sem clamar por atenção,
ninguém precisa dizer
que ele é a sensação...
Ele procura no amor,
aquilo que vê no espelho,
e não sabe, não sabe
A vida dele é uma novela de tv,
um seriado legal,
mas sem atriz principal...
Vivendo a noite com o sol só pra ele,
água não mata sede,
com tantos peixes na rede...
E a cidade inteira de portas abertas,
as casas certas,
mar nas janelas...
Ele procura no amor,
aquilo que vê no espelho e não sabe,
não sabe...
Não há problemas, só solução,
a vida não é cara, com tanto dinheiro na mão,
mas ele não sabe, ou finge não saber,
menino fútil, só precisa entender...
Que o amor também pode ser sórdido,
e as coisas podem não fazer sentido,
Que a vida nem sempre segue um roteiro digno,
e tudo pode findar fora dos trilhos.
o que enxerga no espelho,
perfeição, que erro...
Entre seus pares de sapato
e camisas sociais,
ternos italianos,
coisas legais...
Tudo tão lindo,
corte batido,
que faz estilo,
old school é tão fino.
A vida dele é uma novela de tv,
um seriado legal,
mas sem atriz principal...
Batendo perna pela orla,
sem clamar por atenção,
ninguém precisa dizer
que ele é a sensação...
Ele procura no amor,
aquilo que vê no espelho,
e não sabe, não sabe
A vida dele é uma novela de tv,
um seriado legal,
mas sem atriz principal...
Vivendo a noite com o sol só pra ele,
água não mata sede,
com tantos peixes na rede...
E a cidade inteira de portas abertas,
as casas certas,
mar nas janelas...
Ele procura no amor,
aquilo que vê no espelho e não sabe,
não sabe...
Não há problemas, só solução,
a vida não é cara, com tanto dinheiro na mão,
mas ele não sabe, ou finge não saber,
menino fútil, só precisa entender...
Que o amor também pode ser sórdido,
e as coisas podem não fazer sentido,
Que a vida nem sempre segue um roteiro digno,
e tudo pode findar fora dos trilhos.
Vamos conquistar o mundo
Eu quero devorar toda a chuva dos seus olhos
e fazer grande banquete dos seus pensamentos tristes,
contempla-los em agonia,
vomita-los pelas vias,
descartar-los numa noite fria...
Pra te ver sorrir de novo,
sem um pingo de desgosto,
partindo do suposto
de que você também me ama.
Eu quero devorar todos os seus medos,
e tomar pra mim os seus inimigos,
queimar todos como em ritual,
e fugir daqui pra outro lugar,
pra curtir um outro carnaval.
Pra te ver sorrir de novo,
sem sentir um pingo de desgosto,
partindo do suposto
de que você também me ama,
vamos conquistar o mundo.
Mas se você não sente nada,
e nem quer saber de mim,
trate de mudar de calçada,
que eu não fingi que era ruim...
E pra fazer você morrer de medo,
e chorar por meses, eu juro,
não me custa muito mesmo,
não me custa um puto!
e fazer grande banquete dos seus pensamentos tristes,
contempla-los em agonia,
vomita-los pelas vias,
descartar-los numa noite fria...
Pra te ver sorrir de novo,
sem um pingo de desgosto,
partindo do suposto
de que você também me ama.
Eu quero devorar todos os seus medos,
e tomar pra mim os seus inimigos,
queimar todos como em ritual,
e fugir daqui pra outro lugar,
pra curtir um outro carnaval.
Pra te ver sorrir de novo,
sem sentir um pingo de desgosto,
partindo do suposto
de que você também me ama,
vamos conquistar o mundo.
Mas se você não sente nada,
e nem quer saber de mim,
trate de mudar de calçada,
que eu não fingi que era ruim...
E pra fazer você morrer de medo,
e chorar por meses, eu juro,
não me custa muito mesmo,
não me custa um puto!
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