Não requente meu café,
hoje acordei recheado de negativas,
os fusos confusos não me animam,
e também não destroem,
escapo pela tangente,
de toda essa gente que não suporto.
Poderia ser melhor e, eu sei,
poderia ser diferente,
mas é o sentimento misantropo que me laça,
é sobre tergiversar da humanidade
que meus dedos gostam de falar.
A felicidade desde sempre
me escapou de todo jeito,
não vejo, não enxergo,
não consigo querer grita-la,
alerta-la, pedir para que fique
por uma temporada.
Não tenho, não sei,
eu nunca vivi esse fetiche,
vejo mais charme na tristeza,
vejo beleza e tranquilidade,
discrição, realeza, coisa fina,
alma fácil, anciã.
A felicidade esconde coisas demais,
enquanto a tristeza é mais sublime e verdadeira,
e eu, que sou chegado em coisa certa,
nunca vi vantagem em viver feliz por aí...
Preferi sempre o escuro do mundo
e os lados mais tristes das canções,
sou de romantizar quase tudo,
de acordar pra profanar versos de Montaigne,
e só viver como quem
nem faz questão de morrer.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Corte raso
Novidades me sufocam,
cortes rasos,
sal pra arder
Noites fartas,
sol da tarde,
vida mansa pra entender...
Que os paralelos da cidade falam de você,
e as areias do nosso lugar,
as esquinas dos generais,
todas as coisas que fazemos
como fizeram os nossos pais.
Coisas velhas, coisas lindas,
sons e pares tão distintos,
os teatros, textos, sonhos,
coisas velhas, tão cafonas.
Estilos me tiram do sério,
leio menos, falo tanto,
tiro o pé, nunca fui santo.
Largo tudo, fujo agora,
não, é sério,
eu vou embora...
Querendo as mesmas coisas velhas,
procurando algo que eu entenda,
algo que me entenda sem você...
Enquanto homem,
homem triste,
corte raso,
e sal pra arder.
cortes rasos,
sal pra arder
Noites fartas,
sol da tarde,
vida mansa pra entender...
Que os paralelos da cidade falam de você,
e as areias do nosso lugar,
as esquinas dos generais,
todas as coisas que fazemos
como fizeram os nossos pais.
Coisas velhas, coisas lindas,
sons e pares tão distintos,
os teatros, textos, sonhos,
coisas velhas, tão cafonas.
Estilos me tiram do sério,
leio menos, falo tanto,
tiro o pé, nunca fui santo.
Largo tudo, fujo agora,
não, é sério,
eu vou embora...
Querendo as mesmas coisas velhas,
procurando algo que eu entenda,
algo que me entenda sem você...
Enquanto homem,
homem triste,
corte raso,
e sal pra arder.
A vida é massa
Pelos dias, pela tarde,
sinto falta de um amor,
não parece realidade,
onde eu deixei o sabor?
Que sempre soube que a vida tinha,
mesmo não sendo sempre as mil maravilhas,
nunca deixei de acreditar,
eu não fugi daqui...
Mesmo que mil dias se passem,
e eu não tenha pra onde ir,
mesmo que a tarde embarace,
há sempre porque sorrir...
Que eu sempre soube que a vida é massa,
mesmo não sendo sempre feliz,
é importante que todos saibam
a delícia de existir.
Pelas trilhas, pelas margens,
sentir mares e calor,
linda e velha realidade,
onde encontrei o sabor...
Que sempre soube que a vida tinha,
mesmo não sendo sempre só alegria,
eu não deixei de acreditar,
e sempre estive aqui...
sinto falta de um amor,
não parece realidade,
onde eu deixei o sabor?
Que sempre soube que a vida tinha,
mesmo não sendo sempre as mil maravilhas,
nunca deixei de acreditar,
eu não fugi daqui...
Mesmo que mil dias se passem,
e eu não tenha pra onde ir,
mesmo que a tarde embarace,
há sempre porque sorrir...
Que eu sempre soube que a vida é massa,
mesmo não sendo sempre feliz,
é importante que todos saibam
a delícia de existir.
Pelas trilhas, pelas margens,
sentir mares e calor,
linda e velha realidade,
onde encontrei o sabor...
Que sempre soube que a vida tinha,
mesmo não sendo sempre só alegria,
eu não deixei de acreditar,
e sempre estive aqui...
O peso do meu coração
Hoje eu acordei cansado e nem notei,
eu não reconheci o mundo que vi pela janela,
o asfalto quente já não é mais de dezembro,
e eu me peguei lendo tudo meio fora do lugar...
O cego de ipanema me conforta,
junto de umas boas voltas na lagoa,
e um disco velho do Barão,
coisas tão pequenas, pequenices tão imensas
que ainda me dão uma direção.
Hoje eu acordei tão mal,
sentindo falta de quase tudo,
sentindo falta de um outro mundo,
e de coisas tão pequenas que ficaram para trás.
A garcia e a gorceix, ipanema tão imensa,
e um mundo de lugares pra sorrir e encontrar,
o coqueiro grande, o letreiro do marina,
posto 10 em frente ao cap ferrat.
Hoje eu acordei sem sono algum,
e precisei fazer valer,
mas nada pareceu real,
tudo anda tão igual...
Dezembros não me movem mais,
janeiros, e nem carnaval,
Hoje eu acordei tão down,
hoje eu precisei sair,
sair pra variar a direção,
sair pra avaliar o peso do meu coração.
eu não reconheci o mundo que vi pela janela,
o asfalto quente já não é mais de dezembro,
e eu me peguei lendo tudo meio fora do lugar...
O cego de ipanema me conforta,
junto de umas boas voltas na lagoa,
e um disco velho do Barão,
coisas tão pequenas, pequenices tão imensas
que ainda me dão uma direção.
Hoje eu acordei tão mal,
sentindo falta de quase tudo,
sentindo falta de um outro mundo,
e de coisas tão pequenas que ficaram para trás.
A garcia e a gorceix, ipanema tão imensa,
e um mundo de lugares pra sorrir e encontrar,
o coqueiro grande, o letreiro do marina,
posto 10 em frente ao cap ferrat.
Hoje eu acordei sem sono algum,
e precisei fazer valer,
mas nada pareceu real,
tudo anda tão igual...
Dezembros não me movem mais,
janeiros, e nem carnaval,
Hoje eu acordei tão down,
hoje eu precisei sair,
sair pra variar a direção,
sair pra avaliar o peso do meu coração.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
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