Tenho pra mim
que quando a fragilidade do ser
virar poesia...
Terei sido homem.
Quando os defeitos se esvaírem
e virarem casos ou mesmo qualidades...
Terei sido homem.
Quando a morte brandir sua sentença
e a bandeira cruzmaltina cobrir o meu terno de cerimônia...
Terei sido homem.
Se em qualquer fim de tarde
minhas palavras ainda forem lembradas...
Terei sido homem.
E se numa família com filhos e filhas
a felicidade eu deixar...
Terei sido homem.
Quando o gosto,
o rosto, o medo,
a mania de frio ou de calor,
virarem um amor maior.
Terei sido homem.
E pra quem tudo isso importar,
se alguma palavra disso tudo importar...
Tenho pra mim
que quando uma lágrima de amor descer,
pela falta, pela saudade e não só lamentação.
Terei sido então um homem feliz.
sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Costas
Não posso te negar, amor,
que sou feito pra ser frio.
Mas também posso ser quente,
ser intenso ainda que tardio.
Só que meu tempo é do ócio,
e meu amor ainda que não se diga, é sempre fácil,
por você ou qualquer uma que cruzar o meu caminho.
E tendo isso só quero que aceite, não brigue, me ligue
e diga o quanto prefere a mim do que a qualquer um.
Porque é disso que me alimento,
é isso que me move pelas ruas da cidade
de encontro ao sol, sorrindo.
E se eu sirvo pra você,
até segunda ordem de tudo esqueço,
eu vivo pra beijar as tuas costas,
me rendo, bato ponto nas tuas covas,
eu te amo só até não querer mais.
que sou feito pra ser frio.
Mas também posso ser quente,
ser intenso ainda que tardio.
Só que meu tempo é do ócio,
e meu amor ainda que não se diga, é sempre fácil,
por você ou qualquer uma que cruzar o meu caminho.
E tendo isso só quero que aceite, não brigue, me ligue
e diga o quanto prefere a mim do que a qualquer um.
Porque é disso que me alimento,
é isso que me move pelas ruas da cidade
de encontro ao sol, sorrindo.
E se eu sirvo pra você,
até segunda ordem de tudo esqueço,
eu vivo pra beijar as tuas costas,
me rendo, bato ponto nas tuas covas,
eu te amo só até não querer mais.
domingo, 21 de abril de 2013
Desmaios
Por mais que você queira
tem algo aqui que não é seu.
E se a curiosidade aperta
essa é a deixa, é a hora certa de sumir.
Tem algo nos seus olhos
que me empurra pra bem longe.
E o que você precisa
certamente não sou eu.
Mas se alguém me perguntar
do que é que eu ando precisando:
Talvez seja de você.
E você... O que você precisa
é só de uma boa noite de sono.
Uma sem muitas drogas,
daquelas que você só se joga nos lençóis
e espera pacientemente a minha deixa, o meu texto.
Levantando devagar,
dizendo que vou sair só pra apagar o sol...
É, você precisa de alguém
que te queira por dentro
e não sempre por fora.
Alguém que regue todo amor dos seus olhos.
Alguém que suporte suas dores, seu medos, seus desmaios.
Alguém que faça qualquer sol chover só pra te manter nos braços.
Você precisa de qualquer coisa
que não seja eu...
Mas precisa de qualquer coisa
que te ame tanto quanto...
Alguém que te ame tanto quanto...
Eu.
tem algo aqui que não é seu.
E se a curiosidade aperta
essa é a deixa, é a hora certa de sumir.
Tem algo nos seus olhos
que me empurra pra bem longe.
E o que você precisa
certamente não sou eu.
Mas se alguém me perguntar
do que é que eu ando precisando:
Talvez seja de você.
E você... O que você precisa
é só de uma boa noite de sono.
Uma sem muitas drogas,
daquelas que você só se joga nos lençóis
e espera pacientemente a minha deixa, o meu texto.
Levantando devagar,
dizendo que vou sair só pra apagar o sol...
É, você precisa de alguém
que te queira por dentro
e não sempre por fora.
Alguém que regue todo amor dos seus olhos.
Alguém que suporte suas dores, seu medos, seus desmaios.
Alguém que faça qualquer sol chover só pra te manter nos braços.
Você precisa de qualquer coisa
que não seja eu...
Mas precisa de qualquer coisa
que te ame tanto quanto...
Alguém que te ame tanto quanto...
Eu.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Trilhas, tempos e caminhos
Eu, você...
um só caminho, nosso ninho,
um loirinho e outra de ti em meus braços,
mais abraços e preocupações...
Nosso lugar, continua lindo como sempre foi
e tudo que disseram não foi, não foi... Nada além de ilusão.
Não...
Fotos, lembranças, amor demais,
brigas, crianças, beijos e postais.
Não...
Nada se apagou como eu já havia dito há tempos,
como eu tinha previsto em tempos um pouco mais lentos.
E este entardecer o homem não destruiu,
e as nossas pedras, as nossas andanças,
nas outras pedras lusitanas ainda por aí...
Por aí...
Passa o vento cruel
mas não leva de mim tudo que o tempo me deu,
tudo que ressalta... Que o amor valeu.
Por aí...
Nos mirantes e parques, pedaços do nosso amor,
sem jeito de frustrar teus desarmes, meus risos de garoto feliz,
tudo aquilo que vivemos como se houvesse criado raiz...
E não vejo mais meu mundo por um instante sem você,
nesse rio de idas e vindas, de praias, de escaladas e trilhas...
Com o Redentor de braços abertos a ver,
o meu encanto maior a cada dia por você.
um só caminho, nosso ninho,
um loirinho e outra de ti em meus braços,
mais abraços e preocupações...
Nosso lugar, continua lindo como sempre foi
e tudo que disseram não foi, não foi... Nada além de ilusão.
Não...
Fotos, lembranças, amor demais,
brigas, crianças, beijos e postais.
Não...
Nada se apagou como eu já havia dito há tempos,
como eu tinha previsto em tempos um pouco mais lentos.
E este entardecer o homem não destruiu,
e as nossas pedras, as nossas andanças,
nas outras pedras lusitanas ainda por aí...
Por aí...
Passa o vento cruel
mas não leva de mim tudo que o tempo me deu,
tudo que ressalta... Que o amor valeu.
Por aí...
Nos mirantes e parques, pedaços do nosso amor,
sem jeito de frustrar teus desarmes, meus risos de garoto feliz,
tudo aquilo que vivemos como se houvesse criado raiz...
E não vejo mais meu mundo por um instante sem você,
nesse rio de idas e vindas, de praias, de escaladas e trilhas...
Com o Redentor de braços abertos a ver,
o meu encanto maior a cada dia por você.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
De vez em quando
De vez em quando é bom poder te ligar,
só pra saber como está, como vai tudo por aí
mesmo que longe estejamos só em pensamento.
Duas quadras quase não são mundos muito diferentes.
Mas as suas caras desacreditadas,
furiosa com o acaso por esbarrar comigo nas esquinas.
Me deixam descrente de um acerto,
lembram a mim que é o seu jeito que de repente me corta o barato.
E tudo que foi nosso,
hoje me deixa num ponto turvo da vida.
Lugar onde não me encontro, não me encaixo,
não vago mais cambaleante gritando alto pelos cantos,
e nem creio tão profundamente
que estar sozinho é um prêmio em todo amanhecer.
Caminhando sem grande alento, sem grande amor pela vida,
sem pressa, com a felicidade escorada nos ombros, caindo,
falsa como os sorrisos da noite,
por quaisquer que fossem os motivos ou os amores que jurei.
De vez em quando, eu nem sei porque,
parece que conseguiria viver sem você.
Mas se ouço na sua voz um tom feliz ante a minha falta,
isso me dói, destrói...
Roem no peito os mil castelos que ergueria pelo seu amor,
e então num surto eu desligo o rádio, a tv, o mundo,
desligo tudo que possa querer desligado...
E fujo dos meus pulsos,
procuro driblar os impulsos
nem sempre tolos de me mandar daqui.
Me enterrando no amor que você tinha nos olhos,
mentalizando que a sua felicidade
é bem mais importante que qualquer vontade...
Qualquer vontade.
Mas de vez em quando é bom pensar,
que bom seria mesmo,
que feliz fosse eu com você...
Como deveria ser,
Eu e você.
só pra saber como está, como vai tudo por aí
mesmo que longe estejamos só em pensamento.
Duas quadras quase não são mundos muito diferentes.
Mas as suas caras desacreditadas,
furiosa com o acaso por esbarrar comigo nas esquinas.
Me deixam descrente de um acerto,
lembram a mim que é o seu jeito que de repente me corta o barato.
E tudo que foi nosso,
hoje me deixa num ponto turvo da vida.
Lugar onde não me encontro, não me encaixo,
não vago mais cambaleante gritando alto pelos cantos,
e nem creio tão profundamente
que estar sozinho é um prêmio em todo amanhecer.
Caminhando sem grande alento, sem grande amor pela vida,
sem pressa, com a felicidade escorada nos ombros, caindo,
falsa como os sorrisos da noite,
por quaisquer que fossem os motivos ou os amores que jurei.
De vez em quando, eu nem sei porque,
parece que conseguiria viver sem você.
Mas se ouço na sua voz um tom feliz ante a minha falta,
isso me dói, destrói...
Roem no peito os mil castelos que ergueria pelo seu amor,
e então num surto eu desligo o rádio, a tv, o mundo,
desligo tudo que possa querer desligado...
E fujo dos meus pulsos,
procuro driblar os impulsos
nem sempre tolos de me mandar daqui.
Me enterrando no amor que você tinha nos olhos,
mentalizando que a sua felicidade
é bem mais importante que qualquer vontade...
Qualquer vontade.
Mas de vez em quando é bom pensar,
que bom seria mesmo,
que feliz fosse eu com você...
Como deveria ser,
Eu e você.
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