Vento e chuva
aliciam minha tristeza pelas frestas
e mesmo com o cristo lá fora
nem sei a quanto tempo eu não abro a janela.
A noite habita as ruas,
e aqui dentro...
Só escuto o que quero escutar,
eu só vejo o que não devo,
só me entendo com o que ninguém vai se importar.
Mas as luzes e as nuvens baixas do horizonte
toda vez são melhores do que antes,
a escuridão da noite
é sempre assim, tão importante.
Que eu não perco um minuto da madrugada
e apago sempre quando sinto o dia
me trazendo o sol na ponta da faca.
Faz tempo que confundo
a luz do mundo todo
com as luzes do jockey.
Fazem noites que não durmo,
fazem dias que não vivo...
E esse é um norte solitário,
mas é dos mais maduros que encontrei,
está entre as coisas mais plenas e suaves
que já experimentei.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Te amo mas não presto
Será que os meus dias frios
são os seus também?
E que você espera as minhas palavras secas
como eu espero o jeito que você me faz aguar?
Eu juro pela minha vida,
eu te entrego o coração na mão,
só pra ouvir uma mentira qualquer,
um eu te amo, eu te quero,
vem me ver.
Será que os meus dias perdidos
são os seus também?
E que qualquer coisa que eu digo,
quando tem amor é só de você que eu falo?
Será que você não percebe
que eu te amo muito mais do que eu declaro?
Eu juro por qualquer parada
que não é minha intenção te deixar magoada,
mas é que às vezes é amor demais,
é muito amor demais,
muito amor demais pra mim...
Porque eu te amo, mas eu não presto,
eu nunca prestei, mas nunca menti.
E eu não sei ser de outro jeito,
assim é tudo tão mais fácil pra mim.
são os seus também?
E que você espera as minhas palavras secas
como eu espero o jeito que você me faz aguar?
Eu juro pela minha vida,
eu te entrego o coração na mão,
só pra ouvir uma mentira qualquer,
um eu te amo, eu te quero,
vem me ver.
Será que os meus dias perdidos
são os seus também?
E que qualquer coisa que eu digo,
quando tem amor é só de você que eu falo?
Será que você não percebe
que eu te amo muito mais do que eu declaro?
Eu juro por qualquer parada
que não é minha intenção te deixar magoada,
mas é que às vezes é amor demais,
é muito amor demais,
muito amor demais pra mim...
Porque eu te amo, mas eu não presto,
eu nunca prestei, mas nunca menti.
E eu não sei ser de outro jeito,
assim é tudo tão mais fácil pra mim.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Gosto
Gosto quando a chuva chove de manhã,
quando céu amanhece coberto de lã...
Gosto do mundo,
quando nada parece com o mundo.
Gosto de gente dormindo,
gente calada, sem muitas opiniões.
Gosto de olhar e não ver muitas coisas,
gosto de poucas pessoas.
Gosto de andar olhando pro céu,
no céu nunca tem ninguém.
Gosto do farol vermelho na noite,
perfeitamente inútil, sem nunca se ressentir.
Gosto de não gostar,
de não me importar com quase ninguém.
Gosto de palavras,
de brigas e risadas.
Gosto de ser de você,
gosto de não ser ninguém,
e de não ser de ninguém também.
Gosto dos seus olhos pretos de graça,
gosto dos seus peitos, do seu jeito,
da sua cara de tarada...
Gosto de te comer com os olhos
e fingir fascínio quando você me dá bola,
de enrolar na cama
e falar do cazuza por horas...
Gosto quando tudo de repente importa,
e o amor meu se instala no seu pescoço,
nas suas costas, nos seus cantinhos,
no nosso apego pela imagem de casal cínico.
Gosto das cismas, dos diminutivos,
dos filhos que nunca teremos.
Gosto de pensar que vai tudo bem,
quando tudo está de mal a pior...
Gosto de você,
gosto de estar só.
Gosto de ser dúvida,
gosto de te ver dormir com a luz da lua...
Gosto das suas pintinhas,
das suas estrelinhas,
gosto dos cachos,
dos seus descasos,
do seu sorriso,
e do jeito que eu acredito
quando você fala que...
Tudo está tão bem assim,
tudo está tão bem.
quando céu amanhece coberto de lã...
Gosto do mundo,
quando nada parece com o mundo.
Gosto de gente dormindo,
gente calada, sem muitas opiniões.
Gosto de olhar e não ver muitas coisas,
gosto de poucas pessoas.
Gosto de andar olhando pro céu,
no céu nunca tem ninguém.
Gosto do farol vermelho na noite,
perfeitamente inútil, sem nunca se ressentir.
Gosto de não gostar,
de não me importar com quase ninguém.
Gosto de palavras,
de brigas e risadas.
Gosto de ser de você,
gosto de não ser ninguém,
e de não ser de ninguém também.
Gosto dos seus olhos pretos de graça,
gosto dos seus peitos, do seu jeito,
da sua cara de tarada...
Gosto de te comer com os olhos
e fingir fascínio quando você me dá bola,
de enrolar na cama
e falar do cazuza por horas...
Gosto quando tudo de repente importa,
e o amor meu se instala no seu pescoço,
nas suas costas, nos seus cantinhos,
no nosso apego pela imagem de casal cínico.
Gosto das cismas, dos diminutivos,
dos filhos que nunca teremos.
Gosto de pensar que vai tudo bem,
quando tudo está de mal a pior...
Gosto de você,
gosto de estar só.
Gosto de ser dúvida,
gosto de te ver dormir com a luz da lua...
Gosto das suas pintinhas,
das suas estrelinhas,
gosto dos cachos,
dos seus descasos,
do seu sorriso,
e do jeito que eu acredito
quando você fala que...
Tudo está tão bem assim,
tudo está tão bem.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Bárbaros em stand-by
Inaptos da terra,
se levantem.
Incautos e inatentos de todos os cantos,
venham comigo.
Vamos sair por aí,
sem destino, pra dizer qualquer coisa,
pra descobrir que a Atlântida do mundo
está no inconsciente.
E então distraídos venceremos,
seremos a âncora de um novo pensamento,
estaremos no fundo da alma,
plantando consciência na beira do abismo
onde se divide o medo da existência e da razão.
É preciso ser sincero,
destrave a língua,
e largue a míngua essa mania de politicamente correto,
isso não passa de um novo conceito barato de imoralidade aviadada.
E o mundo sempre foi imoral,
sempre fomos imorais,
ser humano é imoral desde Adão e Eva.
No fundo,
num fundo nem tão fundo assim,
ainda somos animais,
com as mais terríveis maneiras,
palavras e verdades...
Sempre fomos animais,
humanos animais, bárbaros em stand-by.
se levantem.
Incautos e inatentos de todos os cantos,
venham comigo.
Vamos sair por aí,
sem destino, pra dizer qualquer coisa,
pra descobrir que a Atlântida do mundo
está no inconsciente.
E então distraídos venceremos,
seremos a âncora de um novo pensamento,
estaremos no fundo da alma,
plantando consciência na beira do abismo
onde se divide o medo da existência e da razão.
É preciso ser sincero,
destrave a língua,
e largue a míngua essa mania de politicamente correto,
isso não passa de um novo conceito barato de imoralidade aviadada.
E o mundo sempre foi imoral,
sempre fomos imorais,
ser humano é imoral desde Adão e Eva.
No fundo,
num fundo nem tão fundo assim,
ainda somos animais,
com as mais terríveis maneiras,
palavras e verdades...
Sempre fomos animais,
humanos animais, bárbaros em stand-by.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Desistem
Será que você não vê
que as pessoas sempre desistem de você?
Será por que?
Se não é por mal, nem é por bem,
é só porque sempre foi assim.
Meio sozinho, meio perdido,
olhando pro nada, sem saber de nada,
caminhando e cantando por nada,
sorrindo por nada, chorando por nada...
Faturando só o que vem nos olhos
quando vem de encontro e nada pode mudar.
Só o que estava escrito nas esferas do senhor
e que nenhum amor maior pôde levar.
Será mesmo que é assim tão grave?
Viver tudo no humor do vento,
no passo de gato sonolento,
sem comprometimento,
sem se importar muito com tempo
e com o que vem com ele...
Será que é mesmo assim tão ruim?
Achar que tudo vai dar certo no final,
que o acaso é o senhor da vida,
e que qualquer página sofrida
de repente vai virar...
Será mesmo?
Eu penso às vezes,
só às vezes...
E quando penso muito,
penso que não pode tanta gente estar errada.
Eu vejo,
entendo, eu sei.
Mas é que sempre foi assim,
e é assim que eu sei que vai tudo muito bem.
É assim que vejo com algum gosto o mundo funcionar,
de fora, de longe, acompanhando os problemas do alto,
avaliando uma ou outra incursão estratégica
pra não me sentir parte disso tudo.
Não me sentir muito mal
de me tornar qualquer coisa que nunca quis ser.
que as pessoas sempre desistem de você?
Será por que?
Se não é por mal, nem é por bem,
é só porque sempre foi assim.
Meio sozinho, meio perdido,
olhando pro nada, sem saber de nada,
caminhando e cantando por nada,
sorrindo por nada, chorando por nada...
Faturando só o que vem nos olhos
quando vem de encontro e nada pode mudar.
Só o que estava escrito nas esferas do senhor
e que nenhum amor maior pôde levar.
Será mesmo que é assim tão grave?
Viver tudo no humor do vento,
no passo de gato sonolento,
sem comprometimento,
sem se importar muito com tempo
e com o que vem com ele...
Será que é mesmo assim tão ruim?
Achar que tudo vai dar certo no final,
que o acaso é o senhor da vida,
e que qualquer página sofrida
de repente vai virar...
Será mesmo?
Eu penso às vezes,
só às vezes...
E quando penso muito,
penso que não pode tanta gente estar errada.
Eu vejo,
entendo, eu sei.
Mas é que sempre foi assim,
e é assim que eu sei que vai tudo muito bem.
É assim que vejo com algum gosto o mundo funcionar,
de fora, de longe, acompanhando os problemas do alto,
avaliando uma ou outra incursão estratégica
pra não me sentir parte disso tudo.
Não me sentir muito mal
de me tornar qualquer coisa que nunca quis ser.
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