Seus olhos pretos
são da cor das minhas vontades
e o riso rasgado inocente
vive perigosamente rente
a minha sede compulsiva de te amar.
Te comer com os olhos
já é um costume inextirpável do meu ser,
eu te quero tanto, tanto...
Que vivo arrumando encrencas,
eu vivo roubando idéias,
juntando destinos e viagens,
estudando a sério Bonnie & Clyde.
Mas a verdade é que eu não quero fugir,
nem fingir!
Eu queria é entender de pintura
pra te pintar numas aquarelas...
Ou então tocar piano
e inundar a sala com as sonatas
menos discretas que encontrar
pra te pegar desprevenida qualquer hora.
Quero tantas coisas,
mas queria mesmo fazer de você
minha princesa do baixo
ou das terras do alto que você quiser.
A mais linda do sétimo céu,
a vampira do arpoador,
menina do rio, garota dourada,
primeira dama... do rei do nada.
Soberana da minha parte,
imediata do Deus sol,
radiante, imprescindível luz,
a primeira de minha santíssima trindade,
a mais leve cruz...
A rainha de todas as verdades
dos meus desonestos verde-azuis.
sábado, 23 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
1957
Tem tempo que eu não tenho conseguido
destilar meus pensamentos,
as palavras estão fugindo
e eu me sinto mais inútil a cada dia,
a cada hora que passa...
Eu venho me esforçando,
mas me sinto adoentado vivendo mudo.
Acho que me falta um tiquinho de tristeza,
assim bem no diminuto mesmo,
bem sincera também,
aquela tristeza bem do fundo.
Quase sempre isso passa,
é fase, é só ter calma, aguarda,
relaxa...
Só que a vida é muito ruim assim,
eu preciso jogar no papel,
preciso ver mundo,
cantar, falar do céu, do mel da boca das meninas,
das suas delícias,
dos corpos celestiais despejando charme pelas ruas...
Preciso do dom da palavra
antes de mais nada,
eu só quero poder dizer,
poder jogar no ar qualquer besteira...
Preciso de um megavocabulário,
de um novo cérebro,
um hd com mais espaço.
Eu preciso ler livros,
ter filhos e filhas,
plantar uma árvore,
uma floresta,
comprar um jaguar
mil novecentos e cinquenta e sete.
É...
Quase sempre passa.
destilar meus pensamentos,
as palavras estão fugindo
e eu me sinto mais inútil a cada dia,
a cada hora que passa...
Eu venho me esforçando,
mas me sinto adoentado vivendo mudo.
Acho que me falta um tiquinho de tristeza,
assim bem no diminuto mesmo,
bem sincera também,
aquela tristeza bem do fundo.
Quase sempre isso passa,
é fase, é só ter calma, aguarda,
relaxa...
Só que a vida é muito ruim assim,
eu preciso jogar no papel,
preciso ver mundo,
cantar, falar do céu, do mel da boca das meninas,
das suas delícias,
dos corpos celestiais despejando charme pelas ruas...
Preciso do dom da palavra
antes de mais nada,
eu só quero poder dizer,
poder jogar no ar qualquer besteira...
Preciso de um megavocabulário,
de um novo cérebro,
um hd com mais espaço.
Eu preciso ler livros,
ter filhos e filhas,
plantar uma árvore,
uma floresta,
comprar um jaguar
mil novecentos e cinquenta e sete.
É...
Quase sempre passa.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Lindeza
Vida, conta de você,
linda, lindeza,
vem me dizer qualquer coisa importante
ou desimportante...
vem falar como é viver.
Diz que crescer,
crescer machuca muito...
Me explica esse muito,
que eu nem quero ver.
Vida minha,
diz pra mim um pouquinho do que você viu,
fala por favor que o mundo é doce,
é bem mais doce do que dizem por aí.
Linda, lindeza,
divina, azul, fortaleza,
meu néctar, meu harém,
minha mais que perfeita...
Não me deixa aqui nesse mundão, só,
assim sem um chão pra enxergar,
sem um céu pra achar lindo,
sabendo que tudo contigo
é que fica bonito sem nem estar.
Vida, conta de você
e diz qualquer bobagem,
qualquer besteira, só pra eu me fazer,
depois deita do meu lado
e presta bem atenção...
Vida, vou escrever o seu nome no ar
que é pro vento levar,
que é pra chuva molhar,
que é pra ele pingar no mar
e vir ver a gente nas pedras.
linda, lindeza,
vem me dizer qualquer coisa importante
ou desimportante...
vem falar como é viver.
Diz que crescer,
crescer machuca muito...
Me explica esse muito,
que eu nem quero ver.
Vida minha,
diz pra mim um pouquinho do que você viu,
fala por favor que o mundo é doce,
é bem mais doce do que dizem por aí.
Linda, lindeza,
divina, azul, fortaleza,
meu néctar, meu harém,
minha mais que perfeita...
Não me deixa aqui nesse mundão, só,
assim sem um chão pra enxergar,
sem um céu pra achar lindo,
sabendo que tudo contigo
é que fica bonito sem nem estar.
Vida, conta de você
e diz qualquer bobagem,
qualquer besteira, só pra eu me fazer,
depois deita do meu lado
e presta bem atenção...
Vida, vou escrever o seu nome no ar
que é pro vento levar,
que é pra chuva molhar,
que é pra ele pingar no mar
e vir ver a gente nas pedras.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Das coisas mais lindas
Você, menina,
é das coisas mais lindas
que eu já vi nessa vida
e nas outras...
É de todos os sonhos
o mais belo instante,
é doçura com olhos de desejo,
um sudoeste laçante,
soprando qualquer medo pra longe.
Você é a força
que me faz prensar a tinta nesse papel,
pra cantar todos seus cantos,
passar a limpo os seus encantos...
E rir de novo seu riso,
traçar um plano de vida
cultivando vícios,
desvendar todos os indícios,
da nossa história de amor...
Você, menina,
é das coisas mais lindas
que eu já vi nessa vida
e nas outras.
é das coisas mais lindas
que eu já vi nessa vida
e nas outras...
É de todos os sonhos
o mais belo instante,
é doçura com olhos de desejo,
um sudoeste laçante,
soprando qualquer medo pra longe.
Você é a força
que me faz prensar a tinta nesse papel,
pra cantar todos seus cantos,
passar a limpo os seus encantos...
E rir de novo seu riso,
traçar um plano de vida
cultivando vícios,
desvendar todos os indícios,
da nossa história de amor...
Você, menina,
é das coisas mais lindas
que eu já vi nessa vida
e nas outras.
domingo, 17 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Eu lírico
Tem dias que eu entro numa
de pensar mal do mundo todo,
e aí me pego de conversa com você...
Reclamando, jogando meus pensamentos amargos
sem pedir licença...
e por fim, tendo um retorno virtuoso,
uma compaixão sincera, compreensão de louco pra louca.
Não é a toa mesmo,
nada é tão despretensioso assim na vida...
E é incrível como tudo se completa,
como o destino e o acaso se odeiam
e nos pregam essas peças.
Cada momento desses com você
é um pouco de mim que muda,
um pouco de mim que pensa que de repente
o mundo não é tão ruim quanto eu pressuponho que seja.
E então eu me equilibro internamente,
me afasto de pensamentos asfixiantes,
da misantropia, da solidão...
E troco tudo pela plenitude do sentimento
de que tudo pode ser melhor uma hora,
num estalo, onde do nada, por nada,
ou por genialidade de algum Deus onipotente,
de repente, todo mundo vai ser lindo assim por dentro.
É, é você que alimenta o lobo bom da minha alma,
é essa ilusão do tempo que te tenho que me salva.
To precisando de uma dose,
faz tempo que me sinto um dependente,
e é isso que me mantem vivo.
São os seus olhos, menina...
Nutrindo as verdades ocultas
e puras dos meus monólogos mais introspectos,
e sugando as sombras, roubando a desilusão,
calando os discursos genocidas do meu eu lírico vilão.
É, é você,
só você.
de pensar mal do mundo todo,
e aí me pego de conversa com você...
Reclamando, jogando meus pensamentos amargos
sem pedir licença...
e por fim, tendo um retorno virtuoso,
uma compaixão sincera, compreensão de louco pra louca.
Não é a toa mesmo,
nada é tão despretensioso assim na vida...
E é incrível como tudo se completa,
como o destino e o acaso se odeiam
e nos pregam essas peças.
Cada momento desses com você
é um pouco de mim que muda,
um pouco de mim que pensa que de repente
o mundo não é tão ruim quanto eu pressuponho que seja.
E então eu me equilibro internamente,
me afasto de pensamentos asfixiantes,
da misantropia, da solidão...
E troco tudo pela plenitude do sentimento
de que tudo pode ser melhor uma hora,
num estalo, onde do nada, por nada,
ou por genialidade de algum Deus onipotente,
de repente, todo mundo vai ser lindo assim por dentro.
É, é você que alimenta o lobo bom da minha alma,
é essa ilusão do tempo que te tenho que me salva.
To precisando de uma dose,
faz tempo que me sinto um dependente,
e é isso que me mantem vivo.
São os seus olhos, menina...
Nutrindo as verdades ocultas
e puras dos meus monólogos mais introspectos,
e sugando as sombras, roubando a desilusão,
calando os discursos genocidas do meu eu lírico vilão.
É, é você,
só você.
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