Planto meus pés em terra nova,
abandono os barcos de solidão,
esqueço o mar, jogo flores pro alto,
esperando fazê-las voar.
Ela coisa bonita de se ver,
coisa boa de se encantar,
minha terra de santa cruz,
meu harém, meu amor, meu jabá.
Menina, coisa linda da vida, meu amor,
querida, meus jardins só tem flores pra você,
minha voz só se faz pra te cantar,
coração só ta aqui pra te abrigar,
sou tão seu que nem sei viver sozinho mais.
Planto meus pés em terra nova,
abandono oceanos de solidão,
esqueço as areais do leblon,
jogo a vida pro alto esperando fazê-la sorrir.
Ela é coisa bonita demais de se ver,
melhor companhia pra todo o entardecer,
pra todas as vidas que eu hei de ter,
pras crias todas que vou ensinar a viver...
Menina, coisa linda da vida, meu amor,
querida, meus jardins só tem flores pra você,
minha voz só se faz pra te cantar,
coração só ta aqui pra te abrigar,
sou tão seu que nem sei viver sozinho mais.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Há quem não vá acreditar
Meninas tem suas músicas
dentro do coração,
todas elas tem seus tons,
e há quem viva só pra escutar.
As ruas tem suas cores,
cidades tem também,
o céu às vezes fala,
e o mar é uma mulher.
Da vida pouco se leva,
os olhos são quem tem muito pra dizer,
a boca, diz tanto quanto os ombros,
e as almas não mentem por querer.
As meninas tem suas sinfonias escondidas,
e há homens que vivem pra escutar,
há quem desvende os segredos,
há quem prefira não acreditar.
Gnomos existem,
e as fadas também,
as coisas ruins dos livros,
e as histórias com final feliz.
As flores de plástico vivem,
a grama cortada também,
as pérolas dos colares,
as esmeraldas e os rubis.
Meninas tem suas músicas,
e é preciso escutar pra viver melhor,
o mundo não gira sozinho,
são milhões de cavalos calados,
milhões de cavalos calados,
são muitos, são demais pra contar.
dentro do coração,
todas elas tem seus tons,
e há quem viva só pra escutar.
As ruas tem suas cores,
cidades tem também,
o céu às vezes fala,
e o mar é uma mulher.
Da vida pouco se leva,
os olhos são quem tem muito pra dizer,
a boca, diz tanto quanto os ombros,
e as almas não mentem por querer.
As meninas tem suas sinfonias escondidas,
e há homens que vivem pra escutar,
há quem desvende os segredos,
há quem prefira não acreditar.
Gnomos existem,
e as fadas também,
as coisas ruins dos livros,
e as histórias com final feliz.
As flores de plástico vivem,
a grama cortada também,
as pérolas dos colares,
as esmeraldas e os rubis.
Meninas tem suas músicas,
e é preciso escutar pra viver melhor,
o mundo não gira sozinho,
são milhões de cavalos calados,
milhões de cavalos calados,
são muitos, são demais pra contar.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Um amanhã
O vento me acordou
como se eu precisasse muito acordar,
foi um vento sul que veio
como uma lestada a assoviar.
Veio me lembrar de você
como se eu precisasse me lembrar,
foi um vento sul que veio,
como uma lestada a assoviar.
E você parece ainda tão distante,
muito, muito mais do que era antes,
e vive tão distante porque quer,
me deixa tão de longe, tão de fora,
age como quem não quer mesmo mais nada de mim.
Agora a chuva na janela faz barulho,
as luzes ainda não se apagaram
e eu escrevo como se não houvesse amanhã...
E não há,
não há...
Porque se o vento não me acordar,
não levanto,
não me lembro,
eu não posso estar tão longe assim...
E se o vento não me acordar,
se a chuva não bater na janela do quarto,
e sem você, sem você,
nunca haverá amanhã pra mim,
não existirá o amanhã pra mim.
como se eu precisasse muito acordar,
foi um vento sul que veio
como uma lestada a assoviar.
Veio me lembrar de você
como se eu precisasse me lembrar,
foi um vento sul que veio,
como uma lestada a assoviar.
E você parece ainda tão distante,
muito, muito mais do que era antes,
e vive tão distante porque quer,
me deixa tão de longe, tão de fora,
age como quem não quer mesmo mais nada de mim.
Agora a chuva na janela faz barulho,
as luzes ainda não se apagaram
e eu escrevo como se não houvesse amanhã...
E não há,
não há...
Porque se o vento não me acordar,
não levanto,
não me lembro,
eu não posso estar tão longe assim...
E se o vento não me acordar,
se a chuva não bater na janela do quarto,
e sem você, sem você,
nunca haverá amanhã pra mim,
não existirá o amanhã pra mim.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Me encontrar
Nas noites da cidade
já não há nenhuma novidade pra mim,
nas praias daqui,
nos poetas, nas juras que fiz.
Há somente um gosto ruim,
um sentimento de perda,
uma morte lenta e ruidosa
que não me deixa dormir.
Há também um sentimento
de que tudo nunca será melhor do que já foi,
e que o tempo vai levar aquilo que importa pra ele,
levar pra guardar bem longe.
Junto a isso, sinto dores tremendas,
dores inexplicáveis, esquecimentos absurdos,
o sentimento súbito e impiedoso
de que não consigo mesmo escrever pra viver.
Ando me imitando, reescrevendo,
tentando me lembrar de quem eu sou,
estou perdido em mim mesmo,
sangrando num canto do meu coração.
Sofrido, de olhos brancos,
já sem lágrimas pra chorar,
estou perdido em algum canto
precisando me encontrar.
já não há nenhuma novidade pra mim,
nas praias daqui,
nos poetas, nas juras que fiz.
Há somente um gosto ruim,
um sentimento de perda,
uma morte lenta e ruidosa
que não me deixa dormir.
Há também um sentimento
de que tudo nunca será melhor do que já foi,
e que o tempo vai levar aquilo que importa pra ele,
levar pra guardar bem longe.
Junto a isso, sinto dores tremendas,
dores inexplicáveis, esquecimentos absurdos,
o sentimento súbito e impiedoso
de que não consigo mesmo escrever pra viver.
Ando me imitando, reescrevendo,
tentando me lembrar de quem eu sou,
estou perdido em mim mesmo,
sangrando num canto do meu coração.
Sofrido, de olhos brancos,
já sem lágrimas pra chorar,
estou perdido em algum canto
precisando me encontrar.
So shy
Passarinha dos olhos castanhos,
esfinge, última rainha
dos suspiros desertos dos meus sonhos.
Menina, delícia,
distante, tão distante
das obviedades dos nossos amores...
Salamandra, descoberta,
lisa de carícias,
desinibida,
but so shy, so shy.
Jogada nos caminhos,
com carinho,
ela é tão... indecisa.
Lobo bom,
lobo mau...
Ela é meu anjo,
meu demônio,
paraíso, inferno astral.
Casamento,
separação.
Deusa onipotente,
politeísmo pagão.
Hermética,
metafísica,
linda, linda,
linda e lírica...
Passarinha,
tão menina...
Oásis de tranquilidade e amor,
Cleópatra desavisada,
flertando perigosamente com toda dor.
Passarinha solta, solta,
planadora, harpia,
lisa, lisa, cheia de delícias,
desinibida,
but so shy, so shy...
esfinge, última rainha
dos suspiros desertos dos meus sonhos.
Menina, delícia,
distante, tão distante
das obviedades dos nossos amores...
Salamandra, descoberta,
lisa de carícias,
desinibida,
but so shy, so shy.
Jogada nos caminhos,
com carinho,
ela é tão... indecisa.
Lobo bom,
lobo mau...
Ela é meu anjo,
meu demônio,
paraíso, inferno astral.
Casamento,
separação.
Deusa onipotente,
politeísmo pagão.
Hermética,
metafísica,
linda, linda,
linda e lírica...
Passarinha,
tão menina...
Oásis de tranquilidade e amor,
Cleópatra desavisada,
flertando perigosamente com toda dor.
Passarinha solta, solta,
planadora, harpia,
lisa, lisa, cheia de delícias,
desinibida,
but so shy, so shy...
Assinar:
Postagens (Atom)

