Fiz uma bossa ao nosso santo,
eu quis a bossa da cidade.
E fiz na verdade,
uma ode aos cantos de sebastião,
ao canto mais ao sul
deste lugar que pertence ao verão.
Fiz uma ode à guanabara,
e as nossas falas
mais que repetidas,
nossas meninas,
nossas mentiras,
e o vento sul...
Veja só,
note bem essa armadura de pedrinhas portuguesas,
olha que beleza, as folhas das amendoeiras.
E as palmeiras centenárias do jardim,
nossas areias...
Veja o sim, e repita pra mim
nas noites do baixo,
desses baixos daqui...
Eu fiz,
fiz uma ode ao canto sul,
aos cantos do sul de Sebastião,
São Sebastião,
do Rio de janeiro,
do Rio de janeiro.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Não conheço bem
Ela me trocou
por um amor de carnaval
e fez da minha fantasia de palhaço
um traje quase usual...
Não me pediu licença,
muito menos perdão...
Não teve pena dos meus olhos verdes,
e nem apareceu
pra enxugar as minhas lágrimas,
ela sumiu, virou a página.
Ela me trocou
por um amor de carnaval
e bem na quarta de cinzas
voltou como se fosse normal...
Maluca, lunática,
esquisitíssima...
Já não conheço bem
essas meninas de família.
por um amor de carnaval
e fez da minha fantasia de palhaço
um traje quase usual...
Não me pediu licença,
muito menos perdão...
Não teve pena dos meus olhos verdes,
e nem apareceu
pra enxugar as minhas lágrimas,
ela sumiu, virou a página.
Ela me trocou
por um amor de carnaval
e bem na quarta de cinzas
voltou como se fosse normal...
Maluca, lunática,
esquisitíssima...
Já não conheço bem
essas meninas de família.
Não se mede
Parece tudo ainda muito estranho,
e já fazem tantos anos,
você me descartou
pra viver sem medo um outro amor.
Te perdi por ser criança,
por ser triste e inseguro,
e eu sonho com você
os meus sonhos mais confusos.
Ainda lhe tenho amor, um amor inexplicável,
que dói e me apaga do mundo,
que me rouba as coisas mais lindas,
a culpa é dessa esperança,
dessa ilusão imorrível,
do dia em que você vai vir bater à minha porta...
E tudo vai ser igual,
vai ser do jeito que foi um dia,
e eu não vou nem lembrar
que você sumiu das minhas vistas.
Porque ainda lhe tenho amor,
um amor inexplicável,
amor que não se mede,
que não se pode apagar,
um amor que não se mede
e não se pode apagar.
e já fazem tantos anos,
você me descartou
pra viver sem medo um outro amor.
Te perdi por ser criança,
por ser triste e inseguro,
e eu sonho com você
os meus sonhos mais confusos.
Ainda lhe tenho amor, um amor inexplicável,
que dói e me apaga do mundo,
que me rouba as coisas mais lindas,
a culpa é dessa esperança,
dessa ilusão imorrível,
do dia em que você vai vir bater à minha porta...
E tudo vai ser igual,
vai ser do jeito que foi um dia,
e eu não vou nem lembrar
que você sumiu das minhas vistas.
Porque ainda lhe tenho amor,
um amor inexplicável,
amor que não se mede,
que não se pode apagar,
um amor que não se mede
e não se pode apagar.
sexta-feira, 29 de março de 2019
Vivo
Nem bem, nem mal,
não falem de mim.
Não me vivam,
me deixem.
Não me revivam,
nem me lembrem...
Que eu não vivo,
eu só finjo,
e não me aflijo
com qualquer sentença.
Eu sou a beça,
sou o muito.
O veneno da erva,
santo cristo,
eu sou maluco.
Sou narciso, largado no mundo,
sou a luz dos olhos teus,
o coração vagabundo.
Sou wave, soul brasil,
com "s" de sex appeal.
Sou planet copacabana,
eu sou bacana
aqui da terra de santa cruz.
Sou verso puro,
ato sujo, mente sã,
corpo doente, corpo clemente,
da vista doída
aparada nas lentes Rayban.
Sou eu, sou meu,
só meu.
Sou nada, sou poeira das estrelas,
sou o lixo da galáxia.
Enterrado no autoflagelo
de uma derretida solidão.
Num deleite também meu,
só meu.
Num banquete egoísta de palavras
trançadas sem grande exatidão.
Sou eu, sou meu,
o vivo de ontem, morto de amanhã.
Que dorme no céu rajado
e acorda no escuro da noite,
pelo amor dos seus, dos meus e de toda paixão,
pelo saturnal terror de que isso tudo não passe de um ensaio
pro o acorde maior.
O momento em que todos os ruídos
se juntarão ao silêncio
e irão detonar a espiritual inércia dessa falha forma.
Vão urrar o terror,
o prelúdio ao mistério terrível,
o único infalível destino; que é partir.
Nem bem, nem mal,
não falem de mim.
não falem de mim.
Não me vivam,
me deixem.
Não me revivam,
nem me lembrem...
Que eu não vivo,
eu só finjo,
e não me aflijo
com qualquer sentença.
Eu sou a beça,
sou o muito.
O veneno da erva,
santo cristo,
eu sou maluco.
Sou narciso, largado no mundo,
sou a luz dos olhos teus,
o coração vagabundo.
Sou wave, soul brasil,
com "s" de sex appeal.
Sou planet copacabana,
eu sou bacana
aqui da terra de santa cruz.
Sou verso puro,
ato sujo, mente sã,
corpo doente, corpo clemente,
da vista doída
aparada nas lentes Rayban.
Sou eu, sou meu,
só meu.
Sou nada, sou poeira das estrelas,
sou o lixo da galáxia.
Enterrado no autoflagelo
de uma derretida solidão.
Num deleite também meu,
só meu.
Num banquete egoísta de palavras
trançadas sem grande exatidão.
Sou eu, sou meu,
o vivo de ontem, morto de amanhã.
Que dorme no céu rajado
e acorda no escuro da noite,
pelo amor dos seus, dos meus e de toda paixão,
pelo saturnal terror de que isso tudo não passe de um ensaio
pro o acorde maior.
O momento em que todos os ruídos
se juntarão ao silêncio
e irão detonar a espiritual inércia dessa falha forma.
Vão urrar o terror,
o prelúdio ao mistério terrível,
o único infalível destino; que é partir.
Nem bem, nem mal,
não falem de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)


