Um poema escrito num papel de carta que, desatentamente, eu usei pra imprimir um mapa.
Me guiou de volta pro seu coração e te tirou de novo de dentro de um canto escuro, bem onde eu te guardava, esquecida e escondida de tudo.
Me deu uma cor, tirou o chão — o seu azul e o meu verde portimão.
Um acidente bobo num dia cinza e torto me trouxe as tuas vistas descritas pelas linhas.
E as flores mais bonitas, o azul do almeirão… O amor-perfeito azul, aquele, azulão.