quarta-feira, 12 de abril de 2017

Era medo

Os seus castanhos nunca foram meus problemas,
e até em sonhos foram muito verdadeiros,
eu tive mesmo foi um medo de amar,
o que eu queria era ter você pra mim,
mas eu não soube dizer,
não soube agir,
e tudo que eu fiz foi afastar você daqui...

Eu não queria que você mudasse,
eu não pensava no que eu fazia,
hoje é tão claro como eu fui um cara chato,
agora eu entendo muito bem o seu lado.

Não foram os seus olhos, nem o jeito de olhar,
não foi culpa da sua irmã, muito menos do seu pai,
nem você e nem ninguém nunca iriam entender,
porque tudo que eu fazia era só um jeito muito difícil de dizer,
meu bem eu tenho medo de amar você,
meu bem eu tenho medo,
meu bem eu tenho medo de gostar demais de você,
meu bem eu tenho medo...

Eu não queria que você mudasse,
eu não tinha boas e nem más intenções,
e hoje de repente é tão claro, como eu fui um grande babaca,
agora eu entendo muito bem o por que da faca afiada.

Nâo foram os meus pais e nem aquela sua amiga chata,
não foi culpa da cidade e muito menos do verão,
não tinha nenhuma outra, você está louca,
eu só não entendia o meu coração quando ele dizia pra eu ficar com você,
porque tudo que eu fazia era só um jeito bem difícil de dizer,
meu bem eu tenho medo de amar você,
meu bem eu tenho medo,
meu bem eu morro de medo de amar você,
meu bem eu tenho medo.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Imagem do dia!


Grande amor

Grande amor, faça-se presente em riso e choro,
venha dividir fartura e fome,
venha se espalhar nos meus refrões,
grande amor, vem fazer doer,
fazer sarar,
recostar teu rosto em meu abraço.

Grande amor, faça-se presente em verso e prosa,
costure meus botões com as tuas mãos, tão finas mãos,
ame tudo o mais que há no mundo,
mas não ame, não ame ninguém mais do que a si,
meu grande amor.

Ah, como era bom, como será melhor depois,
como é tão doce o teu corar,
e o teu sorriso cético,
quando eu digo que é por falta de amor
que um dia vou me matar.

Grande amor, faça-se presente em gesto, em adoração,
venha dividir comigo o que há de bom,
uns dois corações,
vem fazer loucuras com o meu mundo são,
vem, meu grande amor,
vem fazer chover, fazer secar,
recostar teu rosto em meu abraço,
me salgar nos dias ruins com as tuas lágrimas...

Grande amor,
meu grande amor, vem cá.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Aqueles azuis

Aqueles azuis ainda me sugam todo dia um pouquinho de vida,
e quando aparecem pela cidade,
sempre me jogam num mundo novo de possibilidades.

E ela nunca avisou mesmo, nunca foi de ser normal,
ela nunca parou pra pensar,
e sempre me causou toda sorte de problemas.

Todo dia, de noite ou de dia,
sempre fez questão de não se guardar,
sem vergonha, seguia com aquela sanha
imparável de se entregar.

E aqueles azuis ainda me dão certa pena,
me doem nas noites em que passo sozinho,
me tiram um pouquinho de paz todo dia.

Porque todo dia ela partia pras ruas,
seguia com as idéias turvas,
e levava aquela alma toda nua,
sem uma pontinha de esperança pra se escorar.

Aqueles azuis ainda me trazem aqueles anos,
me tiram o sono,
e sem cerimônia me fazem chorar.

Imagem do dia!


De amargar

Foi mesmo de amargar, difícil de lembrar daquela noite,
eram quatro horas da manhã
e eu já via o sol como um farol no horizonte,
eu alucinava mil situações, não estava bem,
mas não fazia mal, mal nenhum à ninguém...

Foi por culpa dela, dos olhos verdes de água do mar,
que eu me repeti, que de novo caí naquela escuridão,
eram quatro horas da manhã o tempo todo,
e eu via que o sol na verdade era a lua,
eu alucinava uma multidão,
enquanto sete vampiras se digladiavam pelo meu coração.

Não foi uma noite fácil,
aquilo nem parecia o leblon,
em todas as calçadas eu via corpos pelo chão,
e era tudo culpa dela,
daqueles olhos de morfina,
o mundo estava acabando por causa daquela menina.

Eram quatro horas da manhã o tempo todo,
e eu era apenas uma sombra, um rastro de escuridão,
carregando a dor comigo, até o dia amanhecer,
esperando por milagre que tudo estivesse no lugar,
depois daquela noite tão difícil de lembrar,
depois daquela noite de amargar.

More than ever

Mais do que nunca o mundo parece me pregar peças,
continuo sem vontades, continuo aquele mesmo ser absorto,
morto em vida, vivo em caos, perdido, desencontrado,
mais do que nunca, hoje,
more than ever ando sumido de mim.

Agora não são só vontades que me faltam,
já não me sinto à vontade nos dias,
já não faço nada que me encha o peito,
o Rio não basta, se é que um dia bastou,
a vida parece que não vale, e até meu vale de lágrimas secou.

Quando muito, tenho sentido apenas raiva,
quando sinto são coisas que preferia nem sentir,
nas ruas não existem mais novidades pra mim,
na noite também, nos bares, nas pedras, na areia, no mar,
é tão difícil explicar o que me falta,
só sei que falta e sinto falta do que antes eu tinha pra amar.

Mais do que nunca, hoje, more than ever me sinto outro,
antes fosse triste, antes fosse só como era antes,
fosse só eu contra o mundo, contra tudo que não queria,
antes eu queria aquele não querer com tanta força,
com tantos motivos, com frases prontas,
sorrisos e olhares tão sórdidos,
eu tinha alguma coisa,
eu tive algum amor dentro de mim.

Mas hoje, mais do que nunca,
more than ever,
não tenho, não sou,
não sinto nem um tiquinho...

Eu só rezo pra Deus não esquecer que estou vivo.