sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vento e chuva

Vento e chuva
aliciam minha tristeza pelas frestas
e mesmo com o cristo lá fora
nem sei a quanto tempo eu não abro a janela.

A noite habita as ruas,
e aqui dentro...

Só escuto o que quero escutar,
eu só vejo o que não devo,
só me entendo com o que ninguém vai se importar.

Mas as luzes e as nuvens baixas do horizonte
toda vez são melhores do que antes,
a escuridão da noite
é sempre assim, tão importante.

Que eu não perco um minuto da madrugada
e apago sempre quando sinto o dia
me trazendo o sol na ponta da faca.

Faz tempo que confundo
a luz do mundo todo
com as luzes do jockey.

Fazem noites que não durmo,
fazem dias que não vivo...

E esse é um norte solitário,
mas é dos mais maduros que encontrei,
está entre as coisas mais plenas e suaves
que já experimentei.

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